Fatos & bastidores

Sábado, Cid Gomes (PROS), governador reeleito do Ceará, comunica se renuncia ao mandato. Se sair, cumpre a exigência da Lei…

Sábado, Cid Gomes (PROS), governador reeleito do Ceará, comunica se renuncia ao mandato. Se sair, cumpre a exigência da Lei das Inelegibilidades para abrir caminho à candidatura de Ciro, seu irmão, a senador. Ou mesmo a dele próprio.

A Câmara vai investigar a denúncia do pagamento de propina paga por empresa holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras. Sete deputados integram a comissão, a ser instalada na primeira quarta-feira de abril. Pela ordem alfabética: Anthony Garotinho (PR-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Fernando Francischini (Solidariedade-PR), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Luiz Alberto (PT-BA), Mário Negromonte (PP-BA) e Ônix Lorenzoni (DEM-RS).

Veja como vai ser renhida a campanha para governador do Rio de Janeiro. Números de intenção de voto detectados pelo Ibope em recentíssima pesquisa (estimulada): Anthony Garotinho (PR), 18%; Marcelo Crivella (PRB), 16%; Lindbergh Farias (PT), 10; Cesar Maia (DEM), 8%; Luiz Fernando Pezão (PMDB), 5%; Jandira Feghali (PCdoB), 4%; Bernardinho do Vôlei, que não será candidato, 3%; Miro Teixeira (PROS) e Alfredo Sirkis (PSB), 1% para cada um.

Indeciso até ontem de manhã, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) assinou, à tarde, o pedido de criação da CPI da Petrobras. João Capiberibe (AP), companheiro dele de partido e colega de casa parlamentar, aguarda o desempenho da presidente da empresa, Graça Foster, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, dia 8 de abril. Ela comparece como convidada.

Fundo de gaveta

Sentimento de impotência política para avançar.

O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, Francisco Praciano (foto), petista do Amazonas, manda ligar o gravador para desabafar:

“Estou desiludido e doido para passar o meu cargo (presidência) adiante. Não consigo, porque ninguém o quer.”

Resultado de levantamento da assessoria do deputado leva à perplexidade. Quase 400 projetos de moralização da vida pública nacional tramitam nas duas casas do Congresso.

Alguns deles estão em fase final para entrar na ordem do dia. Entretanto, “estranhos interesses colocam-nos na pauta do adiamento”, salienta Praciano.

‘Pós-escrito': Há uma proposta que enquadra a corrupção em crime hediondo. Essa está guardada em gaveta trancada.

Retrato da época

Mais um livro para falar dos idos de março e a queda em abri.

Título longo resume o alcance da obra: ‘1964 – O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil’ (*).

O trabalho tem a assinatura de dois historiadores: Ângela de Castro Gomes e Jorge Ferreira.

Baseados em entrevistas e documentação disponível, os autores narram instigantes manobras políticas que proporcionaram a deposição do presidente João Goulart – o Jango -, “mas poderiam ter dado outro rumo ao país”.

Para Ângela e Jorge, “o golpe era evitável”.

(*) Páginas: 420. Preço em Brasília: R$ 39.

– Hoje, no programa do PSB em rede nacional de televisão – início às 20h30 -, o presidenciável Eduardo Campos vai abordar a ineficiência do governo Rousseff. Desde a chegada de Dilma ao Planalto, dirá ele, a Petrobras perdeu 50% do seu valor de mercado.

– O jornalista Carlos Marchi inicia a coleta de dados para escrever a biografia de Carlos Castelo Branco (1920-1993), piauiense que brilhou como analista político. Castelinho, a doce denominação que os colegas lhe deram, foi secretário de Imprensa no efêmero governo do presidente Jânio Quadros. No Rio Grande do Norte, o biografado teve dois “amigos do peito”: Aluízio e Calazans Fernandes.

– No Senado, o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), arregimenta apoios para apressar a votação do Marco Civil da Internet. Os comandantes das duas maiores bancadas na Casa fortalecem o movimento: o cearense Eunício Oliveira (PMDB) e o pernambucano Humberto Costa (PT).

– Há três pretendentes petistas à sucessão de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na presidência da Câmara dos Deputados. Ei-los: André Vargas (PR), Arlindo Chinaglia (SP) e Marco Maia (RS). Chinaglia e Maia comandaram a Casa.

– Para refletir: “É estranho o desejo de buscar o poder e perder a liberdade” (Francis Bacon, filósofo inglês).

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