Favorita sim, reeleita talvez

Extração de três dados da recente pesquisa do Datafolha. Os números de agora são comparados aos de um levantamento de…

Extração de três dados da recente pesquisa do Datafolha. Os números de agora são comparados aos de um levantamento de 2002, etapa final do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Na eleição daquele ano, o petista Lula da Silva conseguira, enfim, conquistar a Presidência da República ao derrotar, no tira-teima, o social-democrata José Serra.

Aos números:
1. São 71% das pessoas entrevistadas que desejam mudanças na administração do Estado brasileiro. Àquela época, 66%;
2. Hoje, 59% acham que a inflação vai aumentar. Na sucessão de FHC, 54 em cada 100 cidadãos apostavam na alta;
3. Neste último mês de 2013, cresceu o contingente que prevê o aumento de desemprego no próximo ano. Aumentou de 38% (2002) para 43% (2013).

Mesmo assim, Dilma Rousseff, apoiada por forte coligação comandada pelo petismo, lidera as intenções de voto. Entretanto, a Presidente não conseguiu voltar ao amplo apoio registrado nas sondagens do primeiro semestre. Além dos percentuais críticos, embora em recuperação, está em crise a aliança partidária que dá cobertura à renovação do mandato da governante.

Rasgou-se, em verdade, a fantasia da reeleição no primeiro turno. A decisão será fica para a segunda etapa, sem dúvida. É possível, porém, que no palanque adversário se concentre uma oposição unida em torno do desafiante classificado. Ampliar-se-ão, portanto, os complicadores.

O tucano Aécio Neves promete apoiar Eduardo Campos, caso o socialista seja o promovido. É natural que o senador mineiro alimente a expectativa da reciprocidade do governador de Pernambuco. Caso seja eliminado, Campos terá dificuldades políticas para se recompor com o Partido dos Trabalhadores, sobretudo com o lulismo.

 

Da toga à urna
Ministra do STJ se aposenta para pedir voto aos eleitores da Bahia.
Amanhã, Eliana Calmon (foto) despede-se dos colegas do Superior Tribunal de Justiça, e, na sequência, filia-se, simbolicamente, à Rede Sustentabilidade.

Quinta, em Salvador, inscreve-se no PSB, legenda pela qual vai concorrer ao Senado.
Participam da cerimônia o líder nacional da sigla, Eduardo Campos, e Marina Silva, ex-senadora que pode ser a vice do candidato a presidente da República.

A bruxa vem aí
Chega também do exterior incentivo à inflação no Brasil.
Diante da iminente decisão do Federal Reserve – banco central do Império do Norte – de retirar incentivos ao mercado estadunidense, o Planalto se prepara para enfrentar a volatilidade do dólar a partir de janeiro vindouro.

Receio do governo Rousseff: incontrolável alta dos preços.

- Às 15h de amanhã, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, devolução simbólica do mandato presidencial de João Goulart.
- João Ricardo Costa assume a presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros. Cerimônia às 19h30 de hoje em Brasília.
- No Ceará, o PSB articula chapa de mulheres para os cargos majoritários da eleição do ano que vem. Nicolle Barbosa disputaria o governo e Geovana Cartaxo, a vaga no Senado. Geovana é indicação da Rede Sustentabilidade.
- Se for consolidado o acordo entre governo e oposição, o Orçamento da União para 2014 começa a ser votado hoje.
- Em São Paulo, o PP inclinava-se para o apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O Palácio do Planalto interferiu a favor do desafiante petista, Alexandre Padilha. As conversas prosseguem. O desfecho só em março, após o carnaval.
- Quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal inicia o recesso do fim de ano do Poder Judiciário.
- O PTN (Partido Trabalhista Nacional) entra, nesta terça-feira, em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e tevê (20h30 às 20h35).
- Coligação (provável) PSDB e PP para o governo de Minas Gerais. Cabeça de chapa: Pimenta da Veiga, tucano. Vice: Dinis Pinheiro, pepista.
- Para refletir: “A literatura é a expressão da sociedade, assim como a palavra é a expressão do homem” (Louis de Bonald, filósofo francês).

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