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Diante das notícias recentes, parece que tudo está sendo muito bem orquestrado, realmente, para Henrique Eduardo Alves se lançar candidato…

Diante das notícias recentes, parece que tudo está sendo muito bem orquestrado, realmente, para Henrique Eduardo Alves se lançar candidato ao Governo do Estado. Veja isso nas colunas que se seguem:

INTERESSE
Desde o início de 2013, Henrique aparecia como candidato ao Governo, mesmo ainda estando na base da governadora Rosalba Ciarlini. Henrique negava, mas se comentava nos bastidores que ele queria ser candidato. Antecipar a posição, porém, era muito arriscado, porque isso significaria quase dois anos para que o eleitor pudesse avaliar a conduta de Henrique. Sendo pré-candidato ao Governo, por exemplo, ele teria sofrido muito mais com os escândalos ocorridos durante o ano, como o da utilização do avião da FAB ou o pagamento de empresa aluguel de veículos “de fachada”.

ROMPIMENTO
Ao que parece, o plano de Henrique era demorar mais para romper com o Governo. Ficar até o final do ano e, então, se lançar candidato, sendo o “pai” de boa parte das obras e projetos federais no RN. Porém, a situação saiu do controle devido ao “lado de Garibaldi” no Governo e o rompimento se tornou inevitável já em setembro. O PMDB rompeu e, rapidamente, teve que lidar com outro tipo de pressão (inclusive, das próprias bases): pelo lançamento de uma candidatura própria para o Governo. O partido teria candidato, avisou Henrique, mas o nome só depois da conversa com os aliados e da elaboração de um projeto político amplo.

GARIBALDI
O plano não foi engolido pelos correligionários, pelos aliados e pela imprensa. Famintos por notícias, sejam elas quais forem, começaram as especulações e se iniciou, também, o crescimento do nome de Garibaldi Filho para o Governo. Isso ocorreu mesmo sem a aceitação do próprio Garibaldi que, até por uma questão pessoal, de família, não aceita ser candidato. Contudo, na ausência de outro nome, era o ex-governador que crescia em popularidade entre os peemedebistas. Foi aí que, para frear essa evolução e, consequentemente, para evitar que lá na frente esses apoiadores de Garibaldi não se transformassem em críticos de Henrique (pelo fato do deputado ser bem menos popular que o ministro), o presidente do PMDB decidiu lançar outro nome: Fernando Bezerra.

FERNANDO BEZERRA
Por ser muito menos acessível que Garibaldi Filho, nem a imprensa, nem os correligionários, conseguiram tantas declarações de Fernando Bezerra sobre a candidatura ao Governo. Na verdade, foram sempre as mesmas respostas: “estou analisando”. Sendo assim, o PMDB conseguiu mantê-lo como o nome do partido por três meses, ganhando tempo para lançar Henrique só quando as eleições estivessem mais próximas.

APOIOS
É claro que, durante todo esse período de Fernando Bezerra na cabeça da chapa – sem nunca estar efetivamente nela – o PMDB, alias, Henrique, aproveitou para buscar apoio que viabilizassem a candidatura peemedebista. Veja bem: a candidatura do partido, não de Fernando Bezerra. Nenhum desses que já anunciaram que “devem” apoiar o PMDB, o farão por acreditar que o empresário é um bom nome para o Estado, e sim por retribuição a Henrique ou por acreditar que ele é forte politicamente para conseguir recursos federais para o Rio Grande do Norte.

ANUNCIO
O nome de Henrique volta a ser novamente o de potencial candidato porque o de Fernando Bezerra, no atual momento, já está causando mais dor de cabeça do que positividade. Henrique não estaria conseguindo convencer aliados que, por exemplo, ser vice ou candidato ao Senado numa chapa com o empresário como candidato ao Governo é algo bom. Por isso, Henrique já estaria tendo que confirmar a colegas que a intenção é, realmente, ele ser o nome para o Governo. O posicionamento oficial, porém, só deve acontecer quando ele conseguir a garantia da ex-governadora Wilma de Faria, do PSB, de que ela será mesmo candidata ao Senado. Deixando o caminho livre para Henrique disputar “apenas” com Robinson.

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