Fecomércio/SP constata aumento do endividamento das famílias brasileiras

- Pesquisa patrocinada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, abrangendo todas as…

- Pesquisa patrocinada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, abrangendo todas as capitais do país, acaba de comprovar que no exercício de 2013 verificou-se um incremento de 9,6 por cento no número de famílias brasileiras que não conseguem pagar no prazo correto as suas dívidas decorrentes de compras para pagamento parcelado.

– O valor mensal das prestações que o público consumidor não está conseguindo pagar em dia chegou, ano passado, à média de R$ 16,1 bilhões, com um crescimento de 8 por cento sobre os números relativos a 2012, que já eram extremamente elevados (R$ 14,9 bilhões).

– O Brasil começou 2014 com 63 por cento das famílias forçadas a pagar com atraso as dívidas assumidas em razão da busca de crédito ou financiamento.

– Apesar disso, foi confirmado um recuo de 1,5 por cento no valor da parcela mensal das dívidas por família recuou, que era de R$ 1.869 em 2012 e caiu para R$ 1.840.

– Essa queda contribuiu diretamente para manter o comprometimento da renda em 30 por cento – nível considerado razoavelmente adequado para não sinalizar um eventual risco de estouro de inadimplência, segundo a assessoria econômica da Fecomércio/SP.

– O estudo ainda apurou que no ano passado a média do saldo de crédito com recursos livres para pessoa física no Brasil foi R$ 738,2 bilhões (representando cerca de 17 por cento do PIB para pessoas físicas).

– Para os economistas da entidade representativa do comércio paulista, esse baixo porcentual demonstra que ainda existe um grande espaço para expansão de empréstimos à população brasileira, desde que se empreguem critérios mais rigorosos de segurança na hora da oferta.

– Nos últimos três anos a inadimplência das pessoas físicas tem se mantido em padrões aceitáveis. Em 2013, por exemplo, 13,9 por cento dos endividados tinham parcelas vencidas há mais de 15 dias, 1,5 ponto porcentual abaixo de 2012. A inadimplência de curto prazo (de 15 dias a três meses) abrangia, no ano passado, 6,6 por cento do total de famílias com dívidas, e a de longo prazo (acima de 90 dias) 7,2 por cento.

– Na capital paulista, a mais populosa do País, o valor mensal de dívidas das famílias em 2013 foi de R$ 3,2 bilhões em média, após crescimento de 9,5 por cento em relação ao ano anterior – acima da variação média brasileira, de 8 por cento.

– De 2011 para 2012, o aumento em São Paulo/SP havia sido de 11,5 por cento contra 1,6 por cento em todas as capitais, em média, o que se deveu, entre outras coisas, à maior oferta de crédito à população paulistana. Ainda assim, a capital que registrou o maior porcentual de famílias endividadas foi Curitiba, com 87 por cento do total, seguida por Florianópolis, com 86 por cento.

– Já a maior variação de crescimento das dívidas entre as capitais foi a de Manaus, com 49 por cento de alta, seguida por Belém (46 por cento), Campo Grande (39 por cento), Boa Vista (38 por cento) e Salvador (36 por cento). Belo Horizonte, por sua vez, apareceu apresentando a maior redução no volume de dívidas das famílias: menos 21 por cento, junto com mais quatro capitais que mostraram recuo nos índices de endividamento: Aracaju (menos 20 por cento), Cuiabá (menos 19 por cento), Porto Alegre (menos19 por cento) e Fortaleza (menos 15 por cento).

– Em relação aos maiores valores mensais de dívida por família, Vitória lidera o ranking, com R$ 3.298,00 vindo em segundo lugar a capital catarinense, com R$ 3.094,00. A menor dívida média familiar foi registrada em Fortaleza, com R$ 711,00.

– De acordo com a pesquisa da Fecomércio/SP, os dados revelam que o consumidor entrou em 2014 mais cauteloso na tomada de crédito – principalmente por causa da alta das taxas de juros – o que justifica a estabilidade atual do nível de inadimplência.

– Esse comportamento impactou diretamente no desempenho do varejo em todo o país, que vem registrando nos últimos meses aumento da inadimplência bem abaixo da média dos anos anteriores, pois o comprometimento médio da renda dos consumidores com dívidas está se mantendo nos 30 por cento, patamar considerado saudável, cenário que poderá ser alterado caso a inflação se mantenha em patamares elevados.

– No que se refere à situação das capitais dos Estados da região Nordeste, a pesquisa mostrou que Fortaleza foi a que apresentou a menor dívida por família (R$ 711,00), quando a média de todas as capitais do país está em R$ 1.840,00. O valor levantado na capital cearense representa uma queda de 35 por cento, em relação aos R$ 1.100,00 apurados em 2012 na cidade.

– Já Recife foi a única capital nordestina que apresentou em 2013 valor muito acima da média brasileira: R$ 2.175,00. João Pessoa, com R$ 1.863,00 de dívida por família, praticamente se igualou à média nacional. Abaixo dela ficaram Salvador, com R$ 1.445,00; Maceió, com R$ 1.497,00; São Luís, com R$ 1.275,00; Teresina, com R$ 1.722,00; Natal, com R$ 1.365,00; e Aracaju, com R$ 1.419,00.

– Fortaleza liderou, ainda, o ranking nacional no que diz respeito ao menor porcentual de renda dos consumidores comprometido com as dívidas (21 por cento). Do Nordeste, ainda ficaram entre as cinco primeiras dessa lista Salvador (28 por cento) e São Luís (26 por cento).

– Com relação ao porcentual de dívidas em atraso, a capital de maior destaque foi Aracaju, que reduziu em 25 pontos porcentuais o nível de inadimplência das famílias: de 45 por cento apurado em 2012 para 20 por cento este ano. A capital de Sergipe ainda se igualou à média do nível de endividamento do país (63 por cento), juntamente com Recife. Acima dessa média nacional ainda ficaram João Pessoa (75 por cento), Natal e Maceió (74 por cento), Fortaleza (67 por cento), São Luís (66 por cento) e Teresina (65 por cento).

– Em cada uma das nove capitais dos Estados do Nordeste a quantidade de famílias endividadas é a seguinte: Aracaju – 110.875; Fortaleza – 488.112; João Pessoa – 167.290; Maceió – 212.839; Natal – 185.228; Recife – 296.251; Salvador – 512.206; São Luís – 194.707; e Teresina – 153.265.

Mais dois leilões de energia neste semestre atrairão novos projetos eólicos para o RN

– A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirma para o dia 30 de setembro o próximo leilão A-5, para contratar o fornecimento de energia ao operador do sistema nacional a partir de 2019.

– Para despertar maior interesse dos grupos de investidores dispostos a implantar parques eólicos no país, a Aneel está anunciando que elevará em13 por cento o preço teto do megawatt/hora, que assim passará de R$ 122,00 (preço praticado hoje) para R$ 137,00.

– No final de outubro (possivelmente dia 31) será realizado um novo leilão de reserva, direcionado principalmente para a fonte eólica, quando serão negociados contratos para início do fornecimento em outubro de 2017. Este leilão é visto com mais simpatia pelos investidores, por ter regras mais amigáveis e penalidades menores em caso de atraso, havendo porém dúvidas se prevalecerá o preço teto de R$ 137,00 para o MW/h.

– Existe uma quantidade expressiva de projetos de parques eólicos, que terão como sede o Rio Grande do Norte, pronta para participar desses dois leilões.

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