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Feira paralela acontece na esteira da 40 Graus

Data: 05 março 2013 - Hora: 18:12 - Por: Marcelo Hollanda
Enquanto isso, 30 representantes de outras marcas preferiram usar a oportunidade para concretizar suas encomendas. Foto: Heracles Dantas

Enquanto isso, 30 representantes de outras marcas preferiram usar a oportunidade para concretizar suas encomendas. Foto: Heracles Dantas

A quatro quilômetros da feira de calçados 40 graus, aberta oficialmente nesta segunda-feira  (4) pela governadora Rosalba Ciarlini no Centro de Convenções, na mesma Via Costeira, um grupo de mais ou menos 30 expositores alugou a área de exposições do Imirá Plaza para fazer sua própria mostra, correndo no vácuo do evento maior.

Enquanto o Governo do Estado anunciava ter negociado com a gaúcha Merkator Feiras e Eventos apoio à Feira 40 Graus por, pelo menos, mais quatro anos, a outra feira aproveitava a oportunidade legítima de usufruir do livre comércio.

Enquanto o evento maior se esmerava na organização, credenciando todos os lojistas e cobrando preços compatíveis com a possibilidade de grandes encomendas, na feira menor era possível pagar R$ 1.200,00 no mínimo para expor calçados, com freqüentadores entrando sem se identificar e até fotografando os produtos.

Na feira maior, a do Centro de Convenções, documentar o mostruário nos estandes, nem pensar. “São lançamentos que só estarão nas lojas daqui a um ou dois meses”, diz o organizador da 40 graus, Frederico Pletsch.

Enquanto isso, na “feira” do Imirá, ninguém soube informar se havia ao menos um organizador. “Se existe eu não sei quem é”, informou um dos expositores de Pernambuco, cuja representação de calçados fabricados em Taiwan também cobre todo o Rio Grande do Norte.
“Estou aqui hoje, mas poderia estar em Caicó”, conta o representante. Como ele ficou sabendo da mini-exposição? “Um amigo me contou”, simples assim. Ele diz que costuma promover suas mostras em cima da cama do quarto do hotel. Mas como já havia um espaço maior sendo locado coletivamente, a custos bem mais acessíveis, “melhor foi erguer  acampamento por aqui mesmo”, justifica.

Na verdade, mostras paralelas nesse mercado que disputa suas vendas palmo a palmo não são novidade. Mas o que surpreendeu Flávio Alcides, um tradicional empresário potiguar, dono das lojas Rio Center, foi que grandes marcas também estavam presentes no Imirá, quando poderiam contribuir para a consolidação e não a pulverização de um evento maior e mais importante.

“Veja bem, não estou ditando o que essas marcas deveriam fazer, pois o livre comércio existe para todos, mas acho que as grandes deveriam entender a importância de uma feira nova que cobre uma lacuna até os próximos eventos nacionais, que acontecem fora daqui”, explica.
Ao reconhecer que muitas preferiram não arcar com custos que podem chegar a R$ 30 mil por estande, Flávio Alcides questionou a atitude de algumas certas marcas nacionais consagradas, que poderiam agir dentro de uma consciência de mercado. “Acho que um pouquinho de coleguismo não seria pedir muito”, argumentou.

Hoje, lembra Frederico Pletsch, organizador da Feira 40 Graus, o Norte e o Nordeste concentram uma população total de 60.642.415 milhões de habitantes, segundo o IBGE. “Juntas, as duas regiões representam populações superiores à da maioria dos países da América Latina, daí a importância de uma mobilização especial dos fabricantes para estar mais perto dos clientes e entender cada vez melhor a cultura regional”, disse Pletsch.

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