Feirantes reclamam de insegurança e da demora nas obras do Mercado das Rocas

Falta de banheiros e presença de marginais são rotina entre os comerciantes. Obra já dura seis anos

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Alessandra Bernardo

alessabsl@gmail.com

Aguardando o fim da reforma do Mercado Público das Rocas há mais de seis anos, os comerciantes e consumidores da feira reclamam da falta de segurança no local e denunciam a presença constante de bandidos na área. Eles pedem a presença ostensiva da Polícia Militar, para inibir a aproximação dos ladrões e a instalação de banheiros químicos na área, já que passam o dia na feira livre e não têm lugar apropriado para suas necessidades.

Segundo o comerciante Lourival Porfírio, que trabalha na feira das Rocas há quase 40 anos, a falta de um banheiro é um dos principais problemas vividos pelos feirantes e desde o início da gestão municipal anterior que eles aguardam a instalação de um espaço provisório. Ele disse que sempre que necessita, tem que pedir ajuda aos donos de estabelecimentos comerciais próximos à feira.

“É incômodo para mim e para eles, mas infelizmente é a única coisa que podemos fazer, já que não temos suporte aqui mesmo. Antes, quando trabalhava lá dentro, não tinha esse problema, mas aqui fora é muito complicado. Também tem a questão da água, que é menor porque sempre trazemos garrafões para passarmos o dia. A minha expectativa é que essa obra termine logo e possamos voltar lá para dentro”, disse.

A expectativa para a conclusão da reforma, feita pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e com previsão de entrega para a primeira semana de novembro, também é sentida pelos consumidores que frequentam a feira livre e conhecem as dificuldades enfrentadas pelos feirantes durante todo esse tempo. “Vai melhorar 100%, com certeza e para nós, será ótimo, porque teremos um espaço adequado para fazermos nossas compras, com segurança”, afirmou a dona de casa Nazaré Oliveira.

Para o comerciante Renan de Lima, a insegurança é um dos principais problemas vividos por quem trabalha ou frequenta a feira. “É um sofrimento grande que vivemos, porque além das condições precárias, ainda sofremos com o medo de assaltos todos os dias. Depois das 13h, é comum vermos pessoas suspeitas circulando por aqui e não passa um só carro da polícia, para nos sentirmos um pouco mais seguros”, disse.

Ele, que terá direito a um box dentro do mercado, afirmou que espera com ansiedade a entrega do novo equipamento público, que trará mais tranquilidade e conforto tanto para os comerciantes como para os consumidores. “Esperamos que o prédio seja entregue realmente até o final do ano, como nos foi prometido. Estamos ansiosos com isso”, falou.

 

Abandono deteriorou estrutura

Conforme a engenheira responsável pela obra, Kelly Cristina, a reforma está dentro do cronograma estabelecido, com quase 50% das obras concluídas. Ela explicou que alguns pontos do prédio precisaram ser refeitos por causa dos estragos provocados pela ação do tempo, já que o local ficou abandonado por quatro anos. “Encontramos o prédio em um grave estágio de deterioração. Por isso, além da limpeza, tivemos que fazer uma análise detalhada da estrutura, que contava ainda com paredes da sua primeira construção, há mais de 50 anos”, revelou.

Avaliada em quase R$ 3,7 milhões, a reforma foi iniciada em dezembro passado e depois da entrega, o Mercado das Rocas terá 82 boxes, uma praça de alimentação, quatro banheiros, dois vestiários, um elevador e um fraldário. Conforme o titular da Semsur, Raniere Barbosa, o novo mercado público beneficiará ainda os demais estabelecimentos próximos ao local.

“Acreditamos que com esta obra, daremos um novo vigor econômico ao mercado e ao comércio que fica ao entorno do mesmo, pois se trata de um local de valor histórico e comercial da nossa cidade. Sua revitalização atende pleitos dos pequenos comerciantes do local, que em contato com o Prefeito Carlos Eduardo, realçou a importância da reforma ao bairro das Rocas”, enfatizou Raniere.

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