Feirantes temem não conseguir espaço no Mercado Modelo das Rocas

Prefeitura promete entregar novo estabelecimento até novembro próximo

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O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), e o secretário de Serviços Urbanos, Raniere Barbosa, realizaram uma visita técnica ao Mercado das Rocas nesta sexta-feira (2) ao meio-dia para verificar o andamento das obras. A reforma do prédio começou ainda no último ano da gestão anterior de Carlos Eduardo, em 2008, e até hoje não teve fim.

A previsão da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) é que o “Mercado Modelo de Natal” fique pronto até novembro deste ano. Durante todo esse período, os comerciantes do mercado foram transferido para o mesmo espaço usado pela Feira das Rocas na segunda-feira (ao lado do Mercado).

O peixeiro Francisco Xavier de Oliveira, de 74 anos, estava há mais de trinta anos no mercado quando ele foi fechado para reforma. Ele reclama que o local da feira não é o ideal para os comerciantes. “Essas bancas aqui no mês passado, arriaram tudo. O limpador teve aqui uma vez e nunca mais”.

Inclusive, a principal reclamação dos clientes de Francisco de Oliveira é a sujeira do ambiente. “Comentam mais é da sujeira aqui, que é terrível”, completou o peixeiro. Ainda segundo ele, os banheiros químicos foram retirados há muito tempo.

Os comerciantes também se preocupam com o futuro prometido. Muitos estão com incerteza se vão ou não conseguir um box de volta dentro do mercado. “Eu tinha o meu cantinho, mas to até com medo de não receber. Tem gente que nunca teve aí dentro e quer entrar”, expressou sua preocupação.

Uma das pessoas que nunca esteve dentro do Mercado e agora querem um espaço é a vendedora de feijão e frutas Maria Cristina Soares da Silva. “Tem gente que tinha dois ou três locais e outros com nenhum”, denunciou.

Maria Cristina contou que antes de o mercado fechar para reforma, ela já vendia seu feijão e as frutas na calçada do mercado. “Tinha local fechado aí dentro sem ninguém usar e eu ficava aqui fora. Eu guardava as minhas coisas com um rapaz que eu pagava para ele”, contou. “Eu só quero que me ajudem, me dêem um lugar para trabalhar e sustentar os meus sete filhos”, completou.

O mercado está orçado em R$ 3 milhões. A estrutura contará com 82 salas, um elevador, duas escadas, quatro entradas, quatro banheiros, dois vestiários, 54 boxes de venda e um fraldário com acessibilidade universal. Também haverá espaço para caixas de eletrônicos, balcões de informações e uma praça de alimentação. A reforma do Mercado Modelo ficou paralisada durante os quatro anos da gestão Micarla de Sousa e só foi retomado nesta gestão no mês de dezembro passado.

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