Felipe cobra definição de Rosalba sobre alianças para eleições 2014

Deputado federal do DEM afirma que tempo está passando e partido precisa “validar as alianças”

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Ciro Marques

Repórter de Política

Faltando menos de duas semanas para o início das convenções partidárias, um dos maiores partidos no Rio Grande do Norte, o Democratas, ainda não sabe qual rumo vai tomar. Se vai para a disputa majoritária lançando a governadora Rosalba Ciarlini a reeleição ou se apoiará o pré-candidato ao Governo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), ex-aliado, facilitando assim a reeleição dos deputados estaduais e o único federal que possui. O que não dá, segundo o deputado federal Felipe Maia, é o partido continuar nesse impasse.

Tanto é assim que o parlamentar, filho do presidente nacional do DEM, o senador José Agripino, decidiu tomar a frente e tentar chegar a um consenso sobre o rumo da sigla no Rio Grande do Norte. Felipe, junto ao deputado estadual Getúlio Rêgo, líder do governo na Assembleia Legislativa, procurou Rosalba Ciarlini e o marido dela, Carlos Augusto Rosado, secretário-chefe do Gabinete Civil, para isso, contudo, ainda não obteve qualquer definição sobre a situação partidária.

“O tempo está passando e é preciso validar as alianças. A viabilidade eleitoral dos que disputam um cargo no legislativo deve ser levada em consideração. Afinal, nosso partido quer crescer”, afirmou Felipe Maia, ressaltando que, no momento, isso é “tudo que tem a dizer sobre o assunto”.

A “antecipação” de Felipe Maia e de Getúlio Rêgo em discutir o assunto não é por acaso. A cada dia que passa, o DEM ver reduzir a sua margem de possibilidades de aliança e, consequentemente, os deputados acabam ficando com um número menor partidos para se aliar e facilitar, pelo menos, a reeleição deles nas respectivas casas legislativas. Sozinho, o Democratas no RN dificilmente conseguirá manter a vaga que tem na Câmara Federal ou as três que possui (além de Getúlio, José Adécio e Leonardo Nogueira) na Assembleia.

Enquanto isso, outras coligações se fortalecerem. A de Henrique por exemplo, que pode vir a se tornar um aliado político, tem hoje o apoio do PSB, PR, PSDB, PV e PTB (dentre outras siglas). O caminho mais fácil na reeleição dos parlamentares democratas, inclusive, seria justamente esse. Apoiar o PMDB, conseguindo chegar mais facilmente a um maior coeficiente eleitoral.

Contudo, enquanto Rosalba Ciarlini não definir se tentará ou não a reeleição, o DEM não pode anunciar o apoio a Henrique, nem buscar parceiros interessados em apoiar a reeleição da governadora. Comenta-se, por sinal, que Felipe Maia saiu consideravelmente insatisfeito das reuniões que teve com o DEM nesta semana (na segunda-feira a noite e na terça-feria pela manhã) porque em nenhuma delas a gestora e o mentor político dela, Carlos Augusto, confirmaram ou descartaram a candidatura.

PP E PMN

Dentro do arco de potenciais aliados interessados em apoiar o projeto de reeleição de Rosalba, dois partidos se destacam: o PP, presidido no RN pelo deputado federal Betinho Rosado (irmão de Carlos Augusto e cunhado de Rosalba); e o PMN, do deputado estadual Antônio Jácome (único deputado fora do DEM que ainda é da base da governadora na Assembleia). O problema é que se não se definir logo, o DEM poderá ver descartado, por exemplo, o PMN, uma vez que, segundo Jácome, o partido deverá se reunir nesta semana e fechar o apoio ao PMDB de Henrique.

A sigla seria fundamental, por exemplo, para mesmo em uma eventual tentativa de reeleição de Rosalba, os deputados estaduais democratas conseguirem coeficiente eleitoral suficientes para garantir a reeleição deles. No caso do PP, de Betinho Rosado, a importância seria para facilitar a reeleição de Felipe Maia.

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