Felipe critica falta de interesse do governo Dilma para minimizar o problema da seca

O parlamentar norte-rio-grandense, constata que a seca atinge 9 milhões de pessoas em 1.400 municípios do País

Deputado Felipe Maia. Foto: Divulgação
Deputado Felipe Maia. Foto: Divulgação

O deputado Felipe Maia, do DEM, criticou o governo da presidenta Dilma Rousseff pelo descaso e falta de interesse em amenizar os efeitos da seca que acontecem todos os anos na região Nordestina devastando plantações, matando o gado e levando colapso no fornecimento d´água para as populações. “Não vejo o Governo Federal realizar obras ou propostas reais para melhorar os efeitos da seca”, disse o deputado em pronunciamento na Câmara Federal. Felipe Maia lembra que em 2013 o Nordeste Brasileiro enfrentou uma das piores secas dos últimos 50 anos, atingindo, segundo estimativa da CNM – Confederação Nacional dos Municípios, 35 por cento da população do semiárido. O fenômeno, atinge os municípios de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, além do Norte de Minas Gerais, inseridos no Polígono das Secas.

O parlamentar norte-rio-grandense, constata que a seca atinge 9 milhões de pessoas em 1.400 municípios do País e é um fenômeno que precisa ser enfrentado por governos em todos os níveis, inclusive com mais divulgação por parte da mídia para chamar atenção sobre o grave problema. “Tenho acompanhado pelos jornais, por exemplo, o diálogo entre a Fifa e alguns Estados quanto à construção de estádios, entre outros assuntos que certamente são importantes para o Brasil, mas não tenho visto os veículos de comunicação falarem sobre a seca do Nordeste. Por isso, peço que a imprensa se some às vozes dos parlamentares para chamar a atenção do Poder Público para este problema tão grave”, apela o parlamentar.

Felipe Maia ressalta: “Não vejo o Governo Federal apresentar obras ou propostas reais para melhorar o problema. E falo de planejamento e execução. O difícil é pegar R$ 1,7 trilhão que foi arrecadado em 2013 e transformar em obras. O difícil é diminuir o custeio da máquina de 39 ministérios para fazer um açude, para fazer uma barragem, para concluir a transposição do Rio São Francisco. Aí sim, seria um governo eficiente”. O deputado sugere que para enfrentamento efetivo do problema da seca envolve a construção de obras hídricas como barragens, a interligação de bacias a partir do São Francisco e infraestrutura para agricultura irrigada. E concluiu: “De 10 anos para cá nenhuma barragem foi entregue, nenhuma água foi garantida ao povo do Nordeste, ao povo sertanejo. É fundamental que as obras saiam do papel e se transforme em realidade para que o povo brasileiro possa ter água todos os dias”. (JP)

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