Fernando Mineiro: “É irresponsável deixar Natal acéfala assim”

Deputado critica irresponsabilidade de deixar capital sem prefeito

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Alex Viana

Repórter de Política

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) criticou a falta de comando administrativo em Natal, devido à ausência do prefeito Carlos Eduardo (PDT), que está em viagem internacional de doze dias fora da cidade. Segundo ele, era preciso que alguém respondesse administrativamente pela Prefeitura.

“Acho que era preciso que alguém respondesse administrativamente pela prefeitura. Durante doze dias Natal está sem prefeito, e esse jogo de esconde-esconde, e acho que, dentro da cadeira sucessória, é preciso que os responsáveis assumam ou digam que não querem assumir. Irresponsável deixar a cidade acéfala assim”, afirmou o petista.

Mineiro disse que a sociedade natalense “não merece esse jogo de esconde-esconde e esse tipo de fugir das responsabilidades para as quais foram eleitos os que estão representando a cadeira sucessória”.

Segundo ele, a responsabilidade por essa situação “é a instituição que não fez convocação. E, na cadeira sucessória, a vice-prefeita, o presidente e o vice da Câmara, que são os primeiros que deveriam respeitar”. “A lei é muito clara. Se não quer assumir, renuncie. Aliás, foi o que aconteceu no final de 2012″, recordou Mineiro, ao abordar a renúncia de Edivan Martins da Presidência da Câmara para evitar assumir a prefeitura de Natal, o que resultou na assunção do vereador Ney Júnior (DEM) à prefeitura do Natal. Na época, a então prefeita, Micarla de Sousa, tinha sido afastada do cargo por decisão judicial e Edivan enfrentava na Justiça querela em torno da suplência de vereador.

Se ele tivesse assumido a prefeitura, poderia ficar inelegível. “Foi muito rápido ali a ação da Justiça em determinar quem deveria assumir a cidade. Acho que é preciso que a cidade seja representada por aqueles e aquelas que foram escolhidos pelo povo”, afirmou Mineiro. Quem também se pronunciou sobre Natal estar sem prefeito foi o deputado estadual Hermano Morais (PMDB), que, assim como Mineiro, também disputou a prefeitura nas eleições de 2012.

Segundo Hermano, trata-se de fato “inusitado e preocupante”. Um município como Natal prestes a realizar um grande evento (Copa), e num momento com tantas obras em andamento, e também problemas administrativos a resolver, inclusive com os próprios servidores, alguns em greve, essa situação realmente considero como preocupante”, afirmou. Hermano acredita que a transição poderia ter sido devidamente encaminhada.

“Essa necessidade do prefeito se ausentar deveria ter também sido antecedida de um cuidado de garantir a permanência de um administrador público municipal com competência no cargo para tomar qualquer decisão que seja do interesse do município. Como todo cidadão, estranho que por esses dias Natal literalmente tenha ficado sem um titular na sua administração pública”, afirmou.

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