Festa do Beira-Rio tem homenagem a ídolos e redenção de Gabiru

Beira-Rio reabriu neste sábado com show de música e espetáculo com ídolos do passado

Beira-Rio reabriu neste sábado com show de música e espetáculo com ídolos do passado. Foto: Divulgação
Beira-Rio reabriu neste sábado com show de música e espetáculo com ídolos do passado. Foto: Divulgação

Em uma noite marcada pelo saudosismo, 50 mil colorados reviveram as glórias do passado e reverenciaram ídolos dos últimos 45 anos do Internacional, durante a festa que marcou a reinauguração oficial do estádio Beira-Rio. Entre lendas como Falcão, Figueroa e Dadá Maravilha, houve espaço para a redenção de um jogador que já transitou entre o amor e o ódio da torcida: Adriano Gabiru, autor do gol mais importante da história do Internacional, que deu ao clube o título mundial em 2006.

Tido como o “patinho feio” do time campeão do mundo, Gabiru nunca caiu no gosto da torcida colorada. Mesmo após marcar o gol histórico contra o Barcelona de Ronaldinho, Xavi e companhia, o meia era preterido por figuras como Fernandão e Iarley no coração dos colorados.

Porém, na noite deste sábado, quando o clube celebrava suas grandes conquistas, coube a ele o papel de protagonista. Em um dos momentos mais emblemáticos da festa, Gabiru foi aplaudido de pé pela torcida e carregado nos ombros de seus colegas no meio do gramado do estádio.

A homenagem fez parte do espetáculo “Os Protagonistas”, que mostrou aos colorados, por quase quatro horas de atrações musicais e shows de luzes e fogos, que é a torcida, e não os jogadores, a força motriz para as conquistas do clube.

Emoção

Outro momento que tocou o público foi o depoimento, em vídeo, do ex-atacante Fernando – popularmente conhecido como Uh Fabiano. Após relembrar sua grande atuação no clássico Gre-Nal vencido pelo Internacional por 5×2 em 1997, Fabiano foi às lágrimas ao comentar o jejum de títulos de destaque naquela década. “A gente sabe que não conseguiu deixar nenhum título importante pra torcida. Um Brasileirão, ou algo assim… Mas a gente tentou”, disse, antes de embargar a voz e começar a chorar.

Emoção teve também no reencontro de Paulo Roberto Falcão com a torcida do Internacional. Vestindo a camisa vermelha de número 5, o Rei de Roma levou o público ao delírio ao aparecer no centro do gramado, durante a narração dos gols que deram ao Inter o bicampeonato brasileiro em 1976.

Futebol empolga mais que a música

Se as lembranças do passado de glórias agitaram o público, o mesmo não se pode dizer das atrações musicais. Escalada para abrir a festa, a banda Blitz fez uma apresentação morna, mesmo tocando uma sequência de hits da década de 80. Durante os 30 minutos de show, boa parte do público se dispersou, aproveitando para passar nos bares e banheiros do estádio.

Fonte: Terra

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