Fifa destaca “Mineirazo” da Seleção brasileira diante da Alemanha

“Seis minutos de pesadelo para acabar com 64 anos de sonho”

Foto: Divulgação
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A Fifa aderiu ao termo “Mineirazo” para descrever o vexame da Seleção Brasileira nesta terça-feira, derrotada por 7 a 1 pela Alemanha no Estádio do Mineirão. O termo faz referência ao “Maracanaço” da Copa de 1950, perdida pelo Brasil no Maracanã. O palco da eliminação na Copa de 2014 foi o Estádio do Mineirão.

“Era o dia da semifinal, sim, mas talvez fosse o dia em que o Brasil tivesse menos pressão externa. Afinal, sem seu capitão Thiago Silva, suspenso, e seu craque Neymar, lesionado, seria loucura que uma vitória sobre a poderosa Alemanha fosse vista pela torcida como obrigação – como era o caso diante dos rivais Chile e Colômbia. Com o externo, então, tudo certo. O problema foi a pressão – para não dizer combustão – interna. E rápida”, diz a versão em português do site, que vai além.

“Podem-se escolher diferentes caminhos para narrar a eliminação da Seleção Brasileira: a derrota mais avassaladora que já sofreu; a semifinal de Copa do Mundo da Fifa mais desigual de todos os tempos; o fim do caminho para ser campeão pela sexta vez. Foi tudo isso e mais um bocado de coisas. E quase tudo, essencialmente, nascido entre as 17h23 e as 17h29 do dia 8 de julho de 2014: aqueles que são fortíssimos candidatos a serem os seis minutos mais trágicos da história da Seleção”, completou.

Os minutos entre os gols de Miroslav Klose, Toni Kross (dois) e Sami Khedira, nos quais a Alemanha saltou de 1 a 0 para 5 a 0 no placar, foram manchete no site em português da Fifa. “Seis minutos de pesadelo para acabar com 64 anos de sonho”, descreveu, em português.

Em inglês e em alemão, o órgão apontou os números do “Mineirazo” e classificou como “histórica” a apresentação da Alemanha em Belo Horizonte. “Daqui a décadas, os fãs de futebol de todo o mundo poderão contar onde eles estavam na noite em que a Alemanha venceu o Brasil por 7 a 1. Foi um resultado e uma partida tão impressionantes, tão extraordinárias, que até mesmo a Copa do Mundo – que é rica e variada em história – nunca viu antes”, acrescentou.

Fonte: Terra

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