Fifa fará antidoping ‘surpresa’ em todos jogadores da Copa do Mundo

Entidade vai receber a programação de todas as seleções até o dia 1.º de março para se organizar

Jiri Dvorak, diretor médico da Fifa. Foto:Divulgação
Jiri Dvorak, diretor médico da Fifa. Foto:Divulgação

A Fifa anunciou neste sábado, em um evento em São Paulo, que todos os jogadores que irão disputar a Copa do Mundo deste ano, no Brasil, serão submetidos em algum momento a um teste antidoping surpresa. É a primeira vez que a entidade toma essa postura, trabalhando paralelamente com o passaporte biológico, que documenta todo o histórico do atleta em exames de sangue e urina.

As seleções têm até o dia 1.º de março para informar toda a programação de treinos e amistosos. Assim, a Fifa saberá onde estará cada equipe quando desejar fazer testes surpresas, que vão abranger todos os jogadores de todas as seleções.

“Simplesmente vamos aparecer e não vamos avisar antes para ser surpresa. As equipes precisam passar suas localizações para a gente e a partir disso vamos definir onde vamos. É a primeira vez que fazemos isso”, explicou o diretor médico da Fifa, Jiri Dzorak. “Vamos usar o passaporte biológico, que junta parâmetros de sangue e urina, e o último teste positivo foi em 1994 com o Maradona. Queremos continuar sem doping na competição”, completou ele.

Durante os jogos, dois jogadores serão sorteados por time para serem testados após a partida. Mas o agente Fifa pode escolher outros atletas, sem apresentar motivos, para que estes também realizem testes antidoping.

Como o Ladetec, único laboratório brasileiro que era credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês), foi descredenciado, as análises serão feitas na Suíça. As amostras serão colhidas nas sedes, enviadas para São Paulo e em seguida para Lausanne, onde fica o laboratório que vai ser usado na Copa.

“Tem voos noturnos de São Paulo para lá, então as amostras chegam na manhã do dia seguinte na Suíça. Acredito, que em 48 horas após o jogo, a gente tenha o resultado do exame”, apontou Dzorak.

Fonte:Estadão

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