Fifa quer comprometimento para Arena das Dunas estar pronta na Copa do Mundo

Como disse Valcke, a Arena das Dunas será aberta em seu primeiro jogo na Copa no dia 13 de junho

Jérôme Valcke pediu empenho nas obras em Natal. Foto: Divulgação
Jérôme Valcke pediu empenho nas obras em Natal. Foto: Divulgação

A Arena das Dunas, em Natal, segue com um ponto de grande preocupação para a Copa do Mundo. O secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta quarta-feira que há uma briga contra o tempo nas últimas obras de um dos palcos da competição que será iniciada em 12 de junho.

“Acabamos de visitar a Arena das Dunas. Temos uma corrida contra o relógio, muito ainda a fazer para fãs e mídia”, comentou Valcke no Twitter.

Valcke ainda cobrou comprometimento da organização do Mundial, já que a data para o primeiro jogo da arena se aproxima. “Precisamos de comprometimento total de todos envolvidos aqui em Natal para garantir que tudo estará pronto para 13/6″.

Como disse Valcke, a Arena das Dunas será aberta em seu primeiro jogo na Copa no dia 13 de junho. O duelo será entre México e Camarões, pelo Grupo A, o mesmo da Seleção Brasileira. No dia 16, o estádio receberá Estados Unidos e Gana, pelo Grupo G. Lá Também se confrontarão japoneses e gregos, dia 19 e italianos contra uruguaios, no dia 24.

Fonte: Terra

 

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    • Ana Tereza Gedeão

      É , está chegando!
      Daqui a pouco começa o espetáculo.
      Dia desses, uma pessoa falou que na hora de escolher o país sede ninguém disse nada, depois todo mundo reclamou . É verdade ninguém disse nada. Não disse porque ninguém perguntou. Os nossos queridos representantes juntamente com a mandante FIFA, simplesmente decidiram assim. Foi um golpe de mestres. Futebol, festa, copa do mundo, Brazzzil. Tem combinação melhor? Foi a melhor forma de fazer a “festa” deles, dando um “circo” para os pobres mortais aceitarem de barriga cheia o que há por vir.
      Esta armação pode ser comparável a troca de espelhinhos dos portugueses e os indígenas marcando o fim da PIndorama e o surgimento do Brasil.
      E agora ? O que vamos fazer? Fechar olhos, ouvidos e calar nosso grito de gol? Expulsar os amigos de casa, usar preto ? Esquecer a copa que de 4 em 4 anos, desde que nos entendemos por gente marca a nossa vida, como sinônimo de festa, casa cheia , família reunida?
      E pergunto novamente, vamos fechar os olhos, ouvidos e calar nosso grito de dor? Dor pela falta de respeito com nosso povo que sofre, até mesmo na hora do jogo, nos corredores dos barracos chamados de hospitais? o grito de dor de familiares que tem seus filhos assassinados , na hora do jogo, por bandidos, ou no trânsito , ou por causa do próprio jogo? a dor de crianças e jovens que não terão aula, não só na hora do jogo mas, talvez durante o ano todo por falta de escolas?
      Bem , esta é minha dúvida . Só sei que na hora do jogo, dessa vez, não estarei tão feliz como das outras vezes. Talvez torça sim, vista uma camiseta , saia com amigos, grite gol , mas será um momento sem tanta magia, já mordi a maçã , a realidade apareceu. Se o Brasil ganhar ou não ganhar a taça, dessa vez tanto faz. Nós os outros milhões de brasileiros, aqueles que são um só, já ganharam, não a copa mas a conta.
      Ana Tereza de Paiva

    • http://www.am3004.wordpress.com Francisco Tomaz

      Agora já é tarde, e não há mais nada a acrescentar senão a triste lamentação do tempo perdido. Irresponsabilidade de um e de outro? Pode ser… Mas pode ser também a falta de competência (políticos, empresários, poder público, etc.), pois aqui neste país alimentamos a cultura da prontificação de última hora. Apelamos por vezes aos “astros”, aos “santos”, aos “orixás”, numa mistura de crendice que isenta completamente o “planejamento” e a “organização” daquilo que foi planejado.

      Natal não merecia passar por tamanho constrangimento. Considerando que nos tempos de tecnologia virtual a imagem vale muito, convém refletir a repercussão deste episódio da Arena das Dunas no “exterior”. Pesar as consequências no turismo, e indiretamente, no país como um todo.

      Evidentemente, não há um culpado. Se procurarmos um culpado dificilmente acharemos, mas o verdadeiro culpado somos nós, brasileiros. Que aceitamos com passividade esta calamidade pública, como se não bastasse os nossos problemas cotidianos (caos no trânsito, assalto a mão armada nas cidades, violência familiar) e este legado da Copa 2014: imagem chamuscada pelos improviso irresponsável de pessoas que assinaram documentos (autorizando liberação de verbas) sem acompanhamento do retorno deste “serviços”.

      Agora, às vésperas da abertura da Copa 2014 temos Natal e Manaus atrasados, uma vergonha nacional. Igual a esta só mesmo a perda da copa dentro de campo, coisa que se acontecer, coroará de vez a incompetência fora de campo e juntará a ela a incompetência futebolística dentro das quatros linhas do gramado.

      Este será o mais triste legado desta Copa 2014.