Filho de dono de empresa de suplementos esportivos inova o mercado

A Integralmédica começou a usar vending machines para distribuir seus produtos

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Ter visão de longo prazo e enxergar além do seu tempo. Essas foram as maiores lições de empreendedorismo que Filipe Bragança, 30 anos, aprendeu de seu pai, o médico Euclésio Bragança, 63 anos, criador da marca de suplementos esportivos Integralmédica. “Ele apostou em um mercado que nem existia em 1983”, afirma Filipe. “Muita gente achou loucura, mas ele sempre teve essa visão ampla.”

Filipe começou na empresa familiar em 2001, com 18 anos e dando os primeiros passos na faculdade de administração. Na Integralmédica, iniciou a carreira no chão de fábrica, com um cargo de auxiliar e em atividades mais braçais, para ganhar experiência e entender a estrutura da empresa. O pai esperava que Filipe tivesse sido engenheiro, mas o seu orgulho não diminuiu quando o filho enveredou para a área de vendas e desenvolveu os canais da marca. De pouco em pouco, Filipe chegou ao cargo de CEO, em 2012.

Hoje, a empresa dá um novo passo para inovar e enxergar caminhos para o futuro. A marca começa a vender alguns de seus produtos diretamente de vending machines instaladas em academias. Segundo Filipe, criar novos canais de venda sempre foi um norteador. “Essas máquinas trazem uma praticidade que conquista os clientes”, afirma.

A Integralmédica vende seus 220 produtos em mais de 10 mil pontos espalhados pelo país. Agora, somam-se a esses locais as cinco vending machines que já estão em operação em academias da cidade de São Paulo. As máquinas comercializam quatro tipos de suplementos esportivos – BCAA, Whey Reforce, R41 e Prefight –, que são misturados com água e servidos em copos aos atletas. A meta da empresa é chegar a 20 máquinas até o fim do ano, com foco em São Paulo para testar e acompanhar as repostas dos consumidores. A fábrica da marca fica em Embu-Guaçu, próximo à capital paulista. A previsão dos dois é que o faturamento cresça 40% neste ano.

Habilidades complementares
Filipe diz que grande parte do que ele aprendeu sobre empreendedorismo foi com o pai. Os dois sempre se deram bem na empresa por determinarem claramente as funções de cada um. “Eu sou da área comercial, de relacionamento. Meu pai é da área técnica, é um verdadeiro cientista”, afirma Filipe. “Eu não tento tomar o lugar dele, nem ele o meu.”

O filho afirma que seu aprendizado também foi potencializado pelo fato de Euclésio tê-lo deixado aprender com seus próprios erros. “Muitos patriarcas de empresas familiares delimitam demais as funções dos seus filhos e não preparam essa geração para liderar. Meu pai sempre foi muito aberto e me deu meu espaço. Por isso conseguimos compartilhar essa jornada.”

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Fonte: PEGN

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