Filho de vereador desaparece após trocar carro por 30 pedras de crack

Veículo foi encontrado em um matagal próximo a uma boca de fumo na cidade de Papagaios; família desconhece o envolvimento do jovem com drogas

Família espalhou cartazes do jovem em busca de informações. Foto:Divulgação
Família espalhou cartazes do jovem em busca de informações. Foto:Divulgação

A família de um vereador de Onça do Pitangui, na região Central do Estado, estão desesperados após o desaparecimento do filho do político. Fábio Magela da Silva, de 28, foi visto pelos familiares pela última vez no dia 1º de janeiro. No entanto, dois dias depois, o operador de máquinas, que mora com a mãe em Pará de Minas, na mesma região, teria sido visto com o carro de uma vizinha. Ele teria trocado o veículo por 30 pedras de crack.

De acordo com a Polícia Militar, na noite do primeiro dia do ano, a proprietária do Voyage Sedan de cor preta à corporação informando que Fábio teria desaparecido com o veículo dela.

Mais cedo, às 5h, ela, que é vizinha da mãe do desaparecido, teria passado a chave do Voyage preto ao jovem para que o veículo fosse guardado na casa dele, no bairro Padre Libério, como de costume. No entanto, a mulher teve informações de que Fábio havia rodado durante todo o dia com o carro pela cidade.

À polícia, a mulher contou ainda que foi até a casa de Fábio, e que a mãe dele teria lhe dito ter emprestado R$ 20 para ele abastecer o veículo. Depois disso, ele não foi mais visto. O carro foi encontrado na última terça-feira (21)  em matagal da Fazendinha Bom Jardim, próximo ao município de Papagaios. O local é usado como boca de fumo.

“Algumas pessoas contaram que viram o Fábio rodando por Papagaios e oferecendo carona. Além disso, segundo esses populares, ele teria oferecido o carro em troca de pedras de crack. Outros populares também disseram que o veículo teria sido vendido por R$ 1 mil”, explicou o delegado de Pará de Minas, Francis Diniz Guerra, que é responsável pelo caso.

Ainda segundo o delegado, no Voyage não foram encontrados vestígios de sangue ou que teve alguma luta corporal. “Estamos tratando o caso como desaparecimento, mas, como ele não fez contato com a família, não descartamos outras possibilidades, como homicídio ou suicídio”, explicou Francis.

Além disso, até esta quinta-feira (23), nenhum pedido de resgate foi feito. Os familiares de Fábio foram ouvidos pelo delegado e informaram que o jovem trabalhava como operador de máquinas e, aparentemente, não passava por nenhum problema financeiro ou emocional.

“Pedimos que quem tiver alguma informação entre em contato pelo telefone 181. A ajuda da população é fundamental nesses casos”, disse Francis.

Versão da família

Durante o registro do desaparecimento, uma tia de Fábio disse que ele saiu de Onça do Pitangui para passar o Réveillon com amigos em Florestal. A família informou desconhecer que o jovem seja usuário de drogas.

A reportagem tentou contato com o pai do desaparecido, o vereador Nelson do Juquinha (PSDB), mas ele ainda não foi localizado para comentar o caso.

Fonte:IG

Compartilhar:
    Publicidade