Filme da Semana: “Operação Sombra – Jack Ryan”

É curioso como certos personagens precisam ser reintroduzidos no cinema – a isso chama-se reboot – e o analista da…

É curioso como certos personagens precisam ser reintroduzidos no cinema – a isso chama-se reboot – e o analista da CIA criado pelo escritor Tom Clancy, vivido nas telas por quatro atores diferentes, ganha mais um novo recomeço com o filme “Operação Sombra – Jack Ryan”.

O personagem apareceu a primeira vez – no livro e no cinema – em “Caçada ao Outubro Vermelho”, de 1989. Fruto da Guerra Fria, a história escrita por Tom Clancy é sobre um comandante da marinha russa, Mark Ramius (Sean Connery), que foge da Rússia com um submarino experimental, recebendo a ajuda de um jovem analista da CIA, que convence seu chefe (James Earl Jones) a proteger os fugitivos russos.

As aventuras seguintes são “Jogos Patrióticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994), onde o personagem, bem mais experiente e importante na CIA, é vivido por Harrison Ford.

Jack Ryan voltaria às telas em 2002, em “A Soma de Todos os Medos”, também baseado no livro homônimo de Clancy, mas trazendo o personagem como um novato na CIA. Investigando um possível ato de terrorismo atômico em território americano, Ben Affleck vive o personagem, enquanto Morgan Freeman encarna o chefão da CIA.

No filme atual, que não é baseado em nenhum livro de Clancy, o herói é vivido por Chris Pine, com seu jeito de moleque bem comportado, que motivado pelo ataque de 11 de Setembro larga o doutorado em Londres para se juntar aos Marines no Afeganistão. Devido a um grave ferimento que quase o deixa paralítico, ele passa por uma dolorosa reabilitação, mas consegue namorar sua médica, Cathy (Keira Knightley).

Seu comportamento no hospital intriga Thomas Harper (Kevin Costner), um figurão da CIA, que o convida para retornar aos estudos e fazer alguns trabalhos para a Agência, sem que ninguém saiba, nem mesmo Cathy.

Trabalhando em uma corporação financeira de Wall Street, Jack desconfia de uma série de transações feitas a partir de uma empresa russa comandada por Viktor Cheverin (Kenneth Branagh), e suspeita de uma possível ação terrorista em território americano.

Jack, então, recebe a incumbência de ir a Moscou, para investigar na própria empresa de Cheverin as tais contas. Na chegada, já sofre uma tentativa de assassinato que lembra muito a luta inicial de Daniel Craig no reboot de James Bond em “007 – Cassino Royale”.

As semelhanças com o espião inglês não param por ai, já que o comedido analista torna-se, de uma hora para outra, em um combativo agente operacional, enfrentando guardas armados, desafiando o gênio do crime, e participando de perseguições desenfreadas pelas ruas de Moscou e Nova York.

Chris Pine consegue se sair bem como o agente novato, e tem uma boa química com Keira Knightley, embora esta dê vida a uma personagem bem diferente da que foi interpretada por Anne Archer. Costner, por sua vez, não fica a dever aos antecessores James Earl Jones e Morgan Freeman como o mentor de Ryan.

O terço final do filme desanda para uma série de ações desenfreadas, que divergem das histórias anteriores de Tom Clancy, mas, que são bem aceitas pelo público dos cinemas de hoje, amantes de cenas de ação e efeitos especiais.

Para este público, que não se preocupa muito com os eventuais “furos” do roteiro, “Operação Sombra – Jack Ryan” oferece diversão quase ininterrupta, prometendo – quem sabe? – novas aventuras do herói sem que precise de novos reboots.

Estreia 1: “Caçadores de Obras-Primas”

Baseado nos fatos reais de uma das maiores caças ao tesouro da história, “Os Caçadores de Obras-Primas” é um filme de ação que conta a jornada de um pelotão da Segunda Guerra Mundial, liderado por Frank Stokes (George Clooney), em direção à Alemanha para resgatar obras-primas de arte das mãos de ladrões nazistas e devolvê-las aos seus verdadeiros donos. Seria uma missão impossível: com as peças presas em território inimigo, e os alemães com ordens de destruir tudo, como este grupo – de sete diretores de museus, curadores e historiadores de arte, mais familiarizados com Michelangelo que com uma M-1 — poderiam ter êxito? Os Caçadores de Obras-Primas, como são chamados, se encontrarão em uma corrida contra o tempo para evitar a destruição de mil anos de cultura, eles arriscarão suas vidas para proteger e defender as maiores conquistas da humanidade. A direção é de George Clooney. “Caçadores de Obras-Primas” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Moviecom, Sala 1 do Cinemark, Sala 6 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “The Monuments Men”)

Estreia 2: “Philomena”

Irlanda, 1952. Philomena Lee (Sophie Kennedy Clark), é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada para um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Anos mais tarde, após sair do convento, Philomena (Judi Dench) começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda de Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista de temperamento forte. Ao viajar para os Estados Unidos, eles descobrem informações incríveis sobre a vida do filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade entre os dois. A direção é de Stephen Frears. “Philomena” estreia nesta sexta-feira na Sala 5 do Cinemark, e Sala 5 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Philomena”)

Estreia 3: “Royal Opera House: La Bohème”

A ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini, estará em cartaz esta semana, em sessões especiais. A clássica obra do compositor italiano é considerada uma das mais comoventes e completas obras do romantismo italiano. Criada em 1896, por Giacomo Puccini, a ópera representa a romântica boemia parisiense e cativa o público desde sua estreia, em 1987. Rodolfo, um poeta sem dinheiro, e a costureira Mimi se apaixonam à primeira vista. Mas a felicidade do casal é ameaçada quando ele descobre que a amada está gravemente doente. Como pano de fundo, a romântica Paris de 1830. “Royal Opera House: La Bohème” será exibido sábado e domingo (11h00), terça-feira (15h00) e quinta-feira (19h00) na Sala 4 do Cinemark. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Royal Opera House: La Bohème”)

“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”

Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower). Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “The Mortal Instruments: City of Bones”)

“Bling Ring: A Gangue de Hollywood”

Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas, durante o dia e, pior, durante a noite. O grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com “os ganhos”, o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “The Bling Ring”)

“Austenland”

Com mais de 30 anos de idade, Jane Hayes (Keri Russell) não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem do seus sonhos pode se tornar uma realidade. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Austenland”)

“Um Drinque à Amizade”

Kate (Olivia Wilde) e Luke (Jake Johnson) são funcionários de uma fábrica de cerveja. Com gostos parecidos, os dois sempre flertaram um com o outro, mas nunca entraram em um relacionamento, porque Luke está pensando em se casar com sua namorada, e Kate namora um produtor musical. Mas quanto mais eles bebem, mais ficam abertos à possibilidade de saírem juntos. Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Drinking Buddies”)

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