Filmes da Semana: “Dezesseis Luas” e “Amanhecer Violento”
Ao ler a programação do final de semana passado, percebi que as estreias eram todas voltadas para o público adolescente, tanto o thriller “Amanhecer Violento” quanto o romance fantástico “Dezesseis Luas”. Com um nível de expectativa baixo, terminei surpreendido pelo que vi.
Li em algum lugar que os vampiros estão em baixa, o que está na moda são os zumbis. Mas, a história mostrada em “Dezesseis Luas” parece mais uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”.
O narrador da história, Ethan Wate (Alden Ehrenreich), é um estudante do terceiro ano do colegial, cujo único sonho é sair da pequena cidade em que mora, Gatlin, e ir para algum lugar muito, muito longe dali. A cidade é extremamente conservadora, com forte influência religiosa, e a pessoa que mais representa esse sentimento é a sra Lincoln (Emma Thompson), a mãe do melhor amigo de Ethan, Link (Thomas Mann).
A rotina da cidade é quebrada com a chegada de Lena Duchannes (Alice Englert), a jovem sobrinha do misterioso Macon Ravenwood (Jeremy Irons), um rico proprietário que quase nunca aparece em público, e que tem a má fama de ser um adorador do demônio.
A recém-chegada não demora a arranjar inimizades, principalmente com Emily (Zoey Dutch), a ex-namorada de Ethan. Este, por sua vez, sente uma estranha e incontrolável atração por Lena, sem ter explicação para isso.
Os primeiros contatos não são fáceis, pois a moça é arredia, e o tio não é nada simpático à aproximação do rapaz. Mas, quando ele encontra um antigo pingente, e o dá para a moça, imagens fortes e estranhas o dominam.
Lena pertence a uma linhagem de estranhos seres dotados de poderes, que se desenvolvem a partir dos dezesseis anos. Nessa idade, a pessoa fará a escolha entre as Trevas e a Luz, e é o que está prestes a acontecer com a jovem.
A presença de Ethan e sua influência sobre Lena levam Ravenwood a procurar a ajuda de Amma (Viola Davis), amiga da família do rapaz, e ela também dotada de alguns dotes misteriosos, como falar com os espíritos dos antepassados. Assim, eles descobrem que os jovens já se encontraram em outra vida, onde a ancestral de Lena praticou um Feitiço Proibido, acarretando uma maldição que perdura até os dias atuais.
Com a ajuda de Amma, Lena busca desesperadamente uma solução para a maldição, que impede que ela possa amar um mortal. Enquanto isso, a irmã de Ravenwood, Sarafine (Emma Stone), tenta aliciar a jovem para o lado das Trevas, com a ajuda de sua filha Ridley (Emma Rossum). Conseguirá Lena manter-se do lado do Bem, e ainda viver ao lado de Ethan?
Os fãs de “Crepúsculo” podem dormir tranquilos, assim como os de “Harry Potter”. Como disse antes, a história atual pegou elementos de um e de outro, mas seguiu um caminho diverso, e até com um toque original.
Os românticos, porém, se deleitarão com o amor doce e inocente do casal central, que estão distantes do padrão hollywoodiano de beleza, das propagandas de pasta de dentes. O tom dissonante do lugar comum, e com um toque de espiritismo, se observa no amor que une os jovens, e que permeia gerações e vidas diferentes.
Bem diferente, mas, igualmente voltado para o público adolescente é “Amanhecer Violento”. Esta é uma refilmagem de uma produção de mesmo nome, realizada em 1984, estrelado por Patrick Swayze e C. Thomas Howell.
Em plena Guerra Fria, sob a influência belicosa da era Reagan, “Amanhecer Violento” mostrava os Estados Unidos invadido pela União Soviética, e os jovens mantinham uma resistência armada contra os invasores comunistas.
Quase trinta anos depois, fica difícil imaginar a situação, pois o comunismo desapareceu, a China é o capitalista mais selvagem, e os inimigos de outras eras desapareceram ou se tornaram amigos. Sobrou para a Coreia do Norte, já que os iranianos já estão bem revoltados com “Argo”…
No filme, a Coreia do Norte desenvolve uma poderosa arma que anula as comunicações americanas, facilitando a invasão e o controle das áreas ocupadas.
Jed Eckert (Chris Hemsworth), um veterano do Afeganistão visita o pai e o irmão, Matt (Josh Peck), quando a cidade é invadida pelos coreanos. Obedecendo ao pai, os irmãos fogem para as montanhas, acompanhados por alguns amigos.
Ao presenciar a execução do pai, Jed e Matt decidem formar um grupo de resistência armada, roubando armas dos próprios invasores, e contando com a ajuda de outros cidadãos que não aceitavam aquela situação.
Claro que tudo é muito fantasioso, a partir da própria ideia da invasão, um feito militarmente quase impossível. Por outro lado, é curioso ver o protagonista usar o exemplo dos guerrilheiros do Iraque e Afeganistão para justificar as suas próprias ações.
“Amanhecer Violento” é um filme de ação direcionado para o público adolescente, que já estreou meio fora de moda. Assista por conta e risco.
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