Filmes da Semana: “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” e “Cirque du Soleil: Outros Mundos”
No final de semana passado estrearam dois filmes que certamente agradaram seus públicos – bem específicos – e pode-se dizer que são muito bons dentro de seus respectivos gêneros. Os filmes em pauta são “Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer” e “Cirque du Soleil: Outros Mundos”.
Quem já assistiu um dos quatro filmes anteriores estrelados por Bruce Willis vivendo o policial “duro de matar” John McClane está mais do que acostumado com tiros, explosões, e perseguições desenfreadas.
O primeiro filme da série, lançado em 1988, mostrava o policial de Nova York John McClane lutando contra um grupo de terroristas estrangeiros dentro de um edifício em Los Angeles. O filme fez tanto sucesso que logo vieram as sequências, “Duro de Matar 2″, “Duro de Matar – A Vingança” e “Duro de Matar 4.0″.
Embora bem sucedido na profissão, o policial McClane tem sérios problemas familiares, inclusive com o filho, com quem não conversa há anos. Quando é informado que Jack (Jai Courtney) está preso em Moscou, acusado de homicídio, ele não hesita em pegar o primeiro avião para encontrar o filho.
Jack, na verdade, é um agente da CIA, a agência de espionagem americana, e foi para Moscou para resgatar Yuri Komorov (Sebastian Koch), um rico empresário que foi preso a mando de Chagarin (Sergey Kolesnikov), atual ministro da Defesa da Rússia, e potencial candidato à presidência do país. Ao descobrir que Komorov possui um dossiê que pode derrubar as pretensões de Chagarin, Jack e sua equipe decidem retirá-lo da Rússia.
Mas, a coisa não será tão simples, pois os homens de Chagarin jogam pesado para encontrar Komorov, chegando a destruir o tribunal onde este estava para ser julgado. Alheio a tudo o que acontecia nos bastidores, McClane consegue encontrar Jack, e faz de tudo para ajudar o rapaz, mesmo que tenha que enfrentar um caminhão blindado repleto de armas pesadas.
Entre voltas e reviravoltas, a história prossegue com muitos tiroteios, explosões, perseguições alucinantes, e dezenas e dezenas de carros destruídos. Obviamente, nossos heróis sobrevivem a tudo praticamente ilesos, enquanto distribuem sopapos e tiros.
Mas, a luta final acontecerá mesmo em Chernobyl, aquela usina atômica que explodiu em 1986, e em cujas ruínas os dois McClane enfrentarão um pequeno exército que tem objetivos malignos que podem alterar a ordem mundial.
Como seria de se esperar, o filme transpira testosterona, pois o jovem Jack McClane é tão durão quanto o pai, além de ter a mesma característica de querer resolver tudo por conta própria.
Em compensação, Bruce Willis tem a atuação mais divertida da série, fazendo comentários sobre relações familiares, muitas vezes no meio do tiroteio. Apesar dos papéis normalmente de ação, Willis é um bom ator, e faz um ótimo contraponto cômico nos momentos mais tensos do filme, tornando-o o melhor da série.
O outro filme em análise, “Cirque Du Soleil: Outros Mundos”, é um produto bem diferente, embora familiar para o público acostumado aos espetáculos do grupo canadense. Posso dizer que passei uma experiência inversa quando assisti a um show do Cirque Du Soleil em Vancouver, e descobri que aquele espetáculo específico era uma volta às origens, com apresentações tradicionais de trapezistas e malabaristas.
O filme atual traz ao público a face pela qual o Cirque Du Soleil é conhecido mundialmente, com imagens oníricas e fantásticas, embaladas por uma trilha sonora fantástica, e com apresentações artísticas de tirar o fôlego.
O elemento de ligação que permeia o filme é a busca de uma jovem espectadora por um trapezista que caiu durante uma exibição, sendo os dois tragados para um mundo fantástico, onde passarão por vários mundos até se encontrarem.
O filme é direcionado aos fãs do Cirque Du Soleil, que podem apreciar as apresentações que são um misto de dança, expressão corporal, contorcionismo, e tantas outras habilidades vividas pelos performistas do grupo.
Cada cena é um encanto para os olhos e ouvidos, principalmente pelo fato da exibição ser feita em 3D, o que realça as performances, e ajuda o espectador a mergulhar neste mundo de sonhos e magia, que nos leva a nem querer piscar, por medo de perder alguma cena. É de arrepiar a cena final onde o jovem casal nos encanta em uma performance nas alturas.
A classificação livre permite que o filme seja apreciado por toda a família, embora as crianças menores possam se entediar.
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