Flamengo vence a Cabofriense e está na final do Campeonato Carioca

"A gente não tem como escolher adversário, porque são duas grandes equipes, de alto nível. Eu vou assistir ao jogo mas não vou torcer para ninguém", afirmou o atacante Alecssandro

Lucas Mugni (10) comemora entre Amaral e Paulinho após marcar o primeiro gol do Flamengo contra a Cabofriense. Foto: Divulgação
Lucas Mugni (10) comemora entre Amaral e Paulinho após marcar o primeiro gol do Flamengo contra a Cabofriense. Foto: Divulgação

O Flamengo tem 32 títulos estaduais, é o maior campeão, e vai disputar a sua 64ª final do Campeonato Carioca. O time, que já tinha vantagem de poder perder por dois gols de diferença, venceu neste sábado por 3 a 1 a Cabofriense, no Maracanã. Foi a terceira vez que os rivais se enfrentaram em uma semana. Na soma, o rubro-negro fez 11 gols no adversário. Também foi a noite do 10: Lucas Mugni, autor de dois dos três gols da equipe na partida que põe o Flamengo à espera de Vasco e Fluminense, que jogam neste domingo. O rubro-negro tem a vantagem de jogar por dois empates.

“Sempre falava que chegaria o momento. Estou bem mais adaptado, e os gols ajudam”, declarou Lucas Mugni.

Diante de quase seis mil pagantes, Jardel chutou de longe e Felipe espalmou logo com um minuto de jogo. O mesmo Jardel seria crucial em jogada mais importante. Aos oito minutos, o argentino Lucas Mugni roubou a bola na intermediária, carregou até a entrada da área e chutou. A bola desviou em Jardel e encobriu o goleiro Cetin: 1 a 0 Flamengo.

Se a tarefa do rubro-negro já havia ficado mais fácil com o primeiro gol, o segundo praticamente tirou do caminho qualquer ceticismo em relação ao avanço do time à final. Aos 18, Muralha levantou a bola na área e Mugni, com o auxílio da saída errada de Cetin, cabeceou para as redes.

O jogo ficou morno e o Flamengo tirou o pé, enquanto a Cabofriense pegou pesado. Ao sofrer entrada dura de Luizão na região lombar, Hernane, que não marca há cinco jogos, deixou o campo chorando de dores aos 38.

“Foi um lance desnecessário. O Luizão já estava falando besteiras para mim e deu aquela joelhada Acho que teve um pouquinho, sim, (de maldade). E o juiz disse que não foi nada”, afirmou Hernane, sem garantir se terá condições de enfrentar o Emelec, quarta-feira, em Guayaquil, no Equador.

Reação tardia

No segundo tempo, Gabriel, aos 14, chutou na rede pelo lado de fora. Logo depois, Mugni, cansado, deu lugar a Márcio Araújo. Do banco, com gelo nas panturrilhas, o argentino viu, aos 19, João Paulo fazer o terceiro em chute cruzado, após bonita tabela com Alecsandro. E o próprio João Paulo quase fez o quarto, aos 25, quando a bola explodiu no travessão.

Mas a noite era mesmo do 10. Até daquele que vestiu a camisa com o número do outro lado. Foi o caso de Éberson, que diminuiu para a Cabofriense, aos 30. Tarde demais. No fim, Alecsandro garantiu que verá a semifinal deste domingo sem torcer por nenhum lado.

“A gente não tem como escolher adversário, porque são duas grandes equipes, de alto nível. Eu vou assistir ao jogo mas não vou torcer para ninguém”, afirmou o atacante.

FLAMENGO 3 X 1 CABOFRIENSE

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data-Hora: 29/03/2014 – 18h30 (horário de Brasília)

Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)

Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Wendel de Paiva Gouvêa (RJ)

Público/renda: 5.977 pagantes/ R$ 362.990,00

Cartões amarelos: Pará (CAB)

GOLS: Lucas Mugni, aos 8’/1ºT (1-0); Lucas Mugni, aos 18’/1ºT (2-0); João Paulo, aos 16’/2ºT (3-0); Eberson, aos 29’/2ºT (3-1)

FLAMENGO: Felipe, Recife, Wallace, Samir e João Paulo; Amaral, Muralha, Mugni (Márcio Araújo, aos 15’/2º) e Everton; Paulinho (Nixon, aos 30’/2ºT) e Hernane (Alecsandro, aos 39’/1º). Técnico: Jayme de Almeida.

CABOFRIENSE: Cetin, Rodrigo Dias (Arthur Faria, aos 41’/2ºT), Luizão, Daniel Tijolo e Leandro; Jardel, Pará (Filipi, aos 27’/2ºT), Silvano e Eberson; Keninha (Anderson, aos 28’/2ºT) e Fabricio Carvalho. Técnico: Alexandre Barroso.

Fonte: O Globo

Compartilhar: