Foi, é e deve ficar assim – Walter Gomes

A ganância é um fundamento do mercado financeiro, aqui e lá fora. Mas, no Brasil, ultrapassa a linha do razoável…

A ganância é um fundamento do mercado financeiro, aqui e lá fora. Mas, no Brasil, ultrapassa a linha do razoável até para os de exigência menor. Já não bastasse o elevado preço das operações – do empréstimo pessoal ao parcelamento da fatura dos cartões de crédito -, o segmento de maior lucro no país utiliza outras formas de ampliar os ganhos bilionários.

Uma delas é cortar despesas. E nada mais fácil, para os agiotas registrados no Banco Central e com interlocutores na Praça dos Três Poderes, do que diminuir os custos da mão de obra. Como acaba de ocorrer, com o fechamento de quase três mil vagas.

E o governo Dilma Rousseff nada faz contra a selvagem lei do mercado. Segue o catecismo das presidências dos marechais e generais (na ditadura) e dos civis (na Nova República). Puderam mudar, mas lhes faltou coragem política, os senhores José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva.

Os bancos, como é notório, são, ao lado das empreiteiras, os maiores financiadores de campanhas eleitorais. Eles e elas têm bancadas próprias no Congresso e ‘zelosos’ agentes na cúpula do Estado brasileiro.

A República Surrealista dos Trópicos é uma festa continua, para os poderosos e seus intermediários com acesso direto aos gabinetes de decisão.

Placar de votos

Pano aberto no palco da campanha no Distrito Federal.

Intenção de voto para governador, segundo o instituto O&P e na sequência da classificação: José Roberto Arruda (foto), do PR, 23,9%; o recandidato Agnelo Queiroz (PT), 16,2%; Rodrigo Rollemberg (PSB), 9,9%; outros, 2,8%.

Ranking de candidatos ao Senado, conforme média de três empresas de pesquisa, também na ordem de cotação: José Antônio Reguffe (PDT), 22%; Geraldo Magela (PT), 15%; Gim Argello (PTB), 6%, e outros, 2%.

O tucano Aécio Neves lidera para presidente da República, seguido da petista Dilma Rousseff e do socialista Eduardo Campos.

‘Pós-escrito’: Arruda governou o DF (janeiro de 2007 a março de 2010). Foi cassado por corrupção passiva e formação de quadrilha como réu no Mensalão do DEM (ex-PFL, sua sigla de origem).

- Líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy (BA), com base em pesquisa, informa que há “alto interesse” da sociedade sobre a CPMI da Petrobras. “Ainda bem, porque o governo vai tentar encobrir ou justificar malfeitos na empresa estatal”, complementa.

- A tarifa de energia elétrica será majorada dia 17 de julho. Portanto, quatro dias após a final da Copa do Mundo.

- Terça-feira, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer patrocina jantar de Dilma Rousseff com candidatos a governador sob a bandeira do PMDB.

- Financiamentos do BNDES ao grupo JBS, controlador da marca Friboi, e ao porto Mariel, em Cuba, vão ser examinados na Comissão de Controle e Fiscalização da Câmara.

- Dia 18 de julho, início das férias do meio de ano do Congresso Nacional. Em agosto, quando forem encerradas, inicia-se o recesso branco.

- Se a eleição fosse agora, Henrique Eduardo Alves seria eleito governador e Wilma de Faria ganharia o mandato de senadora que lhe escapou em 2010. Alves apoia a reeleição de Dilma Rousseff. Wilma é a estrela do palanque de Eduardo Campos no Rio Grande do Norte.

- Lula da Silva acompanha Dilma Rousseff a Belo Horizonte, próxima sexta-feira. O par de ases do PT participa do lançamento da candidatura de Fernando Pimentel a governador de Minas Gerais

- Cálculo de grão-duques do PMDB divergentes da aliança com o Palácio do Planalto. Dos 72 deputados da sigla, 30 preferem apoiar Aécio Neves; e 15 optam escolhem Eduardo Campos.

- Neste fim de semana, faça, sobretudo, o que lhe agrada. Segunda-feira, você fica na companhia de Joaquim Pinheiro. Até terça.

- Para refletir: “Estou condenado a ser livre” (Jean-Paul Sartre, escritor e filósofo francês).

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