Forte dos Reis Magos será aberto para realização de eventos

Contratação da obra para projeto de restauração e pesquisa arqueológica será em março

O projeto de restauração do Forte dos Reis Magos contempla uma série de obras internas. Foto: Divulgação
O projeto de restauração do Forte dos Reis Magos contempla uma série de obras internas. Foto: Divulgação

Fernanda Souza
fernandasouzajh@gmail.com

O Forte dos Reis Magos será aberto para eventos institucionais, particulares e ligados a temas culturais.  De acordo com Onésimo Dantas, superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Rio Grande do Norte (Iphan/RN) – que assumiu a administração da fortificação conforme determinou portaria assinada pela Secretaria Nacional do Patrimônio da União – a proposta tem dois objetivos principais: inserir o Forte no dia a dia da população e ser uma fonte de receita para a manutenção do equipamento histórico.

“O Forte está muito presente na vida dos potiguares e queremos que continue assim, sendo uma marca forte na memória do povo. Não vamos permitir qualquer tipo de evento, mas sim, formaturas universitárias, lançamentos de livros, casamentos e eventos culturais compatíveis com a estrutura e seguindo um planejamento de segurança”, disse.

Segundo Onésimo, a liberação para os eventos só será realizada após a restauração do Forte, que ainda não tem uma data específica para começar. “Ainda estamos na elaboração do projeto de restauração e pesquisa arqueológica, mas a contratação da obra será em março. É importante frisar que a realização dos eventos será uma fonte para garantir receita e amortizar o investimento federal. Só para se ter uma noção, apenas com gastos em segurança será R$ 300 mil por ano, sem falar em outros serviços como limpeza e recepção”, pontuou.

O projeto de restauração do Forte dos Reis Magos contempla uma série de obras internas como a restauração da cobertura, sanitários, instalações elétricas e hidráulicas, adequação para telefonia móvel e internet sem fio, além da construção de rampas de acessibilidade. O projeto de segurança ainda abrange equipamentos contra descargas atmosféricas (pára-raios) e incêndios. Também vão ser disponibilizadas aos visitantes sinalizações em várias línguas. “A sinalização será em português, nossa língua; em espanhol, língua do arquiteto responsável pelo projeto e por ser uma das mais utilizadas; em holandês, cujo domínio durou mais de 20 anos e em inglês, língua mundial. A história do forte também estará disponível em braile e em recursos necessários em áudio”, destacou o superintendente.

A gestão do Forte dos Reis Magos era mantida pelo Governo do Estado através da Fundação José Augusto (FJA) e posteriormente pela Secretaria Estadual de Cultura desde a década de 1970. Para dar andamento ao projeto de restauração e outros previstos, o Iphan/RN incluiu o Forte no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Cidades Históricas) que terá recursos de R$ 8,5 milhões.

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