Fórum de Turismo do RN debaterá temas polêmicos para o trade

Evento mais importante do setor começa dia 19

Fórum de Turismo foi lançado na manhã de hoje, em solenidade no Hotel Arituba com a presença de várias autoridades. Foto: Caninde Santos
Fórum de Turismo foi lançado na manhã de hoje, em solenidade no Hotel Arituba com a presença de várias autoridades. Foto: Caninde Santos

Marcelo Hollanda

hollandajornalista@gmail.com

 

O 5º Fórum de Turismo do RN, que acontece nos próximos dias 19 e 20 no Centro de Convenções de Natal, apesar de contar com o Governo do Estado entre seus apoiadores, deverá impor à governadora Rosalba Ciarlini mais uma rodada de duras críticas à gestão que caminha para o terceiro mês sem um secretário de turismo depois da saída do ex-titular, Renato Fernandes, em dezembro.

Um café da manhã para a imprensa, nesta quarta-feira (12), na sala de eventos do Arituba hotel, deu início à contagem regressiva para o evento, que será aberto pelo diretor-presidente do Consórcio Inframérica, companhia responsável pela construção e operação do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, Alysson Barros Paulinelli, filho do ex-ministro da Agricultura no governo Ernesto Geisel com o mesmo nome.

Considerado desde já o evento mais importante do ano para o “trade” potiguar, o Fórum idealizado pelos promotores de eventos Gustavo Porpino e Antônio Roberto Rocha, terá ainda atrações paralelas como a 2ª Mostra de Destinos e Produtos do Turismo Potiguar e o 1º Encontro de Agentes de Viagem do RN.

Com previsão de circulação de cerca de mil pessoas por dia, o 5º Fórum de Turismo do RN terá palestras e debates que abordarão temas inconvenientes para o governo Rosalba neste momento, como a decadente malha aérea do RN, os impactos do aeroporto de São Gonçalo do Amarante para a economia potiguar, além de assuntos fora do perímetro problemático para a gestão, como o turismo criativo, a força do destino Natal no Brasil, e casos bem-sucedidos no turismo do Sul, que servem como exemplos para o Rio Grande do Norte.

Hoje, entre os assuntos recorrentes entre os que participaram do lançamento do Fórum, no hotel Arutuba, estava o destino turístico potiguar pós Copa do Mundo com equipamentos como o novo aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

No próximo dia 15 de abril, com um voo marcado para decolar às 11h45m, o novo terminal entrará oficialmente em funcionamento. “É oficial e intransferível”, garantiu hoje o superintendente do aeroporto, engenheiro Ibernon Gomes.

Ele evitou responder perguntas envolvendo temas delicados como o andamento das obras de acesso ao terminal pelo Norte, a mais adiantada com apenas 50% do cronograma de obras concluído, faltando menos de dois meses para a inauguração. Mas, sabe-se que o acesso pelo Sul só estará terminado no final do ano, depois que a Copa do Mundo e as eleições já fizerem parte do passado.

O acesso Sul, que tem 17 quilômetros de extensão, deveria ser entregue no final de maio pelas previsões feitas no ano passado pelo secretário da Copa Demétrio Torres. Ligará o aeroporto à BR 304, na altura de Macaíba, e daí a BR 101. Essa obra teve um ritmo bem mais lento por causa das desapropriações de terras em sua extensão. O custo total de ambos os acessos é de R$ 73 milhões, executada com recursos obtidos por meio de um financiamento do Governo do Estado junto à Caixa Econômica Federal.

Durante da presença de Alysson Paulinelli no evento será exposta a pretensão do consórcio Inframérica de atingir sua capacidade máxima de movimentação de seis milhões de passageiros até 2020, começando este ano pelo número alcançado pelo Augusto Severo no ano passado – 2,6 milhões de passageiros.

Como cumprir essa meta e dar sentido ao projeto que vem acalentando sonhos há duas décadas é o grande desafio do consórcio, que já corre para fechar acordos operacionais com empresas de ônibus e companhias de táxi para atender a demanda criada em São Gonçalo com a desativação do Augusto Severo, em Parnamirim.

Uma das novidades é que no mês que vem começarão a ser veiculadas as primeiras peças publicitárias na mídia, anunciando a chegada do novo terminal de passageiros e cargas.

Mas a questão não resolvida da desoneração do querosene de aviação ainda continua um osso atravessado na garganta do consórcio Inframérica. O grupo contava com a colaboração do Governo do Estado para promover esse incentivo às companhias aéreas, já que 40% de seu custo operacional advêm dos gastos com o QAV. A desoneração implicaria numa renúncia fiscal de R$ 11 milhões por ano de ICMS.

Enquanto isso continua adormecida na gaveta do secretário da Tributação do Estado, José Airton da Silva, um plano alternativo apresentado no final do ano passado de desoneração do QAV. Depois de solicitá-lo do secretário até com certa urgência, o chefe da Casa Civil, Carlos Augusto Rosado, repetiu um hábito que o tornou célebre entre políticos e empresários: esqueceu de tudo o que havia combinado antes.

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