FRAGILIDADE – Túlio Lemos

A candidatura de Fátima Bezerra ao Senado pode enfrentar momentos de dificuldades. No aspecto nacional, a reeleição da presidente Dilma…

A candidatura de Fátima Bezerra ao Senado pode enfrentar momentos de dificuldades. No aspecto nacional, a reeleição da presidente Dilma Rousseff já não entra mais na contabilidade oficial diante do crescimento acelerado de Marina Silva. Como Dilma é o maior cabo eleitoral de Fátima, a queda nacional pode ter reflexo local.

FRAGILIDADE II

Outro ponto que pode fragilizar a candidatura de Fátima é seu envolvimento com lideranças do DEM e sua aproximação com a governadora Rosalba Ciarlini. O terceiro aspecto é o acordo subterrâneo que teria sido feito pela candidata do PT com o deputado Henrique Alves, para receber ajuda dos aliados do PMDB no interior.

DOBRADINHA

Fátima tem se comportado desde o início da campanha como se já estivesse na condição de eleita. Praticamente não fala com seus próprios aliados do PT e exibe permanente arrogância no contato com demais lideranças. Perdeu a característica ideológica e a coerência política ao aceitar apoios oficiais de prefeitos do DEM e também ao fazer dobradinha com lideranças que apóiam a candidatura de Henrique Alves.

VÍTIMA

Wilma de Faria, conhecida por não cumprir compromissos políticos e mudar de lado de acordo com a conveniência, nunca fez jogo duplo durante a campanha eleitoral. Ela até rompeu com quem a ajudou, traiu quem esperava reciprocidade, mas quando a campanha começa, Wilma veste a camisa de seus candidatos.

USO DE LULA

O ex-presidente Lula, apesar da queda de Dilma, mantém popularidade em alta. Fátima Bezerra e Wilma de Faria usaram palavras do ex-presidente em seus programas eleitorais. Fátima tem todo o direito de usar Lula, pois é de seu partido e com ela tem boa relação. Wilma foi oportunista ao usar um discurso de Lula de campanhas passadas para confundir o eleitor.

CRESCIMENTO

A queda de Dilma, o despencar de Aécio e o crescimento acelerado de Marina Silva, deixam os adversários sem saber o que fazer. O senador José Agripino teve um lapso de sinceridade na hora errada ao admitir que o povo de Aécio vai apoiar Marina no segundo turno. Confusão grande no ninho tucano. O pai de Felipe teve que se explicar.

VISITA

Candidata a presidência da República pelo PSB, Marina Silva não deverá visitar Natal até o dia 5 de outubro. A justificativa usada pela coordenação nacional da campanha será “agenda apertada”. A prioridade será visitar cidades mais populosas do Brasil.

DESGASTE

Evidente que a agenda não é a única justificativa. Em Natal, após ser totalmente contra a aliança entre Wilma de Faria e Henrique Alves, não ficaria bem chancelar o que havia condenado. Na verdade, o que a coordenação do PSB quer é preservar Marina até o dia da votação, tirando-a de qualquer local que possa gerar polêmica ou confronto ao atual discurso dela.

INTERVENÇÃO

A Executiva Estadual do PV anuncia que vai decretar intervenção nos municípios que desobedeceram a orientação nacional de votar em candidatos proporcionais do próprio partido. O senador Paulo Davim, presidente do PV no RN, acredita que o número de intervenções vai crescer no Estado, por conta da infidelidade partidária.

CANDIDATURA

O curioso nessa história é que o PV tem um candidato a deputado federal, Paulo Wagner, mas o presidente do PV no RN, Paulo Davim, vota em Walter Alves, do PMDB. Será que vai ser decretada intervenção nacional no diretório estadual?

MERCANTILIZAÇÃO

Do senador Paulo Davim: “O Ministério Público precisa intensificar a fiscalização nessas eleições porque está se verificando a mercantilização de apoios e votos como nunca se viu no Rio Grande do Norte”. Muito grave a denúncia, mas precisa de mais detalhamento. Quem será que está comprando tanto voto assim?

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