Funcionários terceirizados dos hospitais deflagram greve
Os funcionários da empresa Safe Locação de Mão de Obra, que prestam serviços terceirizados aos hospitais estaduais em Natal e Parnamirim, deflagraram greve no último domingo (13) devido ao atraso nos pagamentos dos salários referentes ao mês de dezembro.
Segundo informações do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Norte (Sipern), autoridades da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) afirmaram que o dinheiro foi repassado na última sexta-feira (11) para a empresa Safe, mas esta ainda não realizou o depósito na conta dos funcionários.
De acordo com o presidente do Sipern, Domingos Ferreira, a greve é uma medida extrema, porém necessária para que a categoria receba o que lhes é devido. “Deflagramos a greve desde ontem, pois os trabalhadores mais uma vez, ainda não receberam seus salários. Nos pediram para voltar ao trabalho, mas só retomaremos as atividades quando o dinheiro estiver em mãos. O Governo do Estado criou o hábito de atrasar os salários desses trabalhadores, mas não vamos aceitar e todos os meses que isso acontecer, haverá greve”, afirmou Domingos Ferreira.
Para deixar a população e os governantes cientes da paralisação, na manhã de hoje, funcionários terceirizados dos hospitais Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro, Ruy Pereira e Santa Catarina, do Hemonorte, do Centro de Reabilitação Infantil (CRI) e da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) se reuniram em frente ao Hospital Walfredo Gurgel e protestaram, reivindicando seus direitos.
O funcionário Wilson Tavares presta serviços terceirizados ao Governo do Estado há 10 anos, e segundo ele, os atrasos são corriqueiros. “Sempre foi assim, as autoridade mudam, mas o problema continua. Eles não pensam em nós, não pensam nas contas que temos a pagar. Por isso, a cada dia os funcionários trabalham mais desmotivados e o serviço oferecido não é tão bom, pois sentimos que o nosso trabalho não vale nem o salário mínimo que deveríamos receber, mas não recebemos”, disse Wilson Tavares.
De acordo com o diretor de organizações sindicais do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), Wilson Farias, “Os trabalhadores não acreditam mais no Governo, pois este sempre promete e não cumpre os prazos. Infelizmente quem sofre as conseqüências é a população que precisa desses serviços quando está nas unidades, mas o governo se utiliza de um trabalho tão importante realizado por esses profissionais, que fazem o hospital funcionar, mas não dá a eles a mesma importância. Saímos às ruas para mostrar para a população a deficiência e o descaso contínuos do Governo em relação à saúde pública”, disse Wilson Farias.
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