Fusão entre Conisa e Ecohouse já tem VGV de R$ 700 mi em 2013

O engenheiro Mauro Dias de Melo, fundador da Conisa, passou as últimas 48 horas explicando para clientes e fornecedores da…

O engenheiro Mauro Dias de Melo, fundador da Conisa, passou as últimas 48 horas explicando para clientes e fornecedores da construtora que ele fundou 17 anos atrás que continua no comando do negócio, a despeito da avalanche de informações dúbias sugerindo que ele teria vendido integralmente a empresa para a Ecohouse, do inglês Anthony Armstrong.

Hoje, engenheiro explicou que se trata de uma parceria para investimentos meio a meio em cada uma das incorporações a serem lançadas pela Conisa em 2013, cujo valor já soma R$ 300 milhões. O contrato assinado pelas partes estabelece o direito de Armstrong adquirir 50% do capital da Conisa ao atingir os valores de investimentos previstos no contrato de fusão. As cifras envolvidas estão sob cláusula confidencialidade.

Ouvido pelo JH, Armstrong, radicado em Natal há sete anos, casado com potiguar e dono do Alecrim Futebol Clube, comparou o negócio com a Conisa como a compra de um carro. No caso, a metade dele. “Quando você financia um bem ele fica alienado até que sejam pagas todas as prestações, mas ninguém diz que o carro não é seu – pois é a mesma coisa”, explicou o empresário em perfeito português.

Nesta quinta-feira, irritado com a maneira agressiva com que a fusão foi comunicada ao público, Mauro Dias de Melo, conhecido por não investir em áreas que não sejam o “creme do creme” em matéria de terrenos em bairros como o Tirol e Petrópolis, disse que o negócio seguiu a tendência do mercado frente à concorrência de “players” nacionais poderosos, inclusive com ação em Bolsa, como Cyrela e Rossi.

“Não inventamos a roda, seguimos os passos de construtoras como a Ecocil e a Delphi, que em menor ou maior grau assumiram esse formato para continuar vivos e crescendo”, resumiu.

Segundo Armstrong, a Ecohouse, que este ano está investindo R$ 100 milhões de recursos próprios em empreendimentos pelo país, há tempos vinha prospectando uma empresa que pudesse assumir suas obras físicas e que, ao mesmo tempo, atuasse fortemente no segmento A e B. “Encontramos a Conisa a partir de uma aproximação toda ela costurada no escritório do advogado André Elali”, contou o empresário inglês.

Hoje,  Mauro Dias Melo confirmou que  a Conisa assumirá como construtora as obras que estiverem sendo desenvolvidas pela Ecohouse, cuja expertise está nos projetos mais populares, com financiamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo Armstrong, esses projetos só na região metropolitana de Natal (Zona Norte e São Gonçalo) já somam um Valor Global de Vendas de R$ 400 milhões. Nesse caso, somando os lançamentos das duas empresas em 2013, fala-se aqui em R$ 700      milhões de Valor Global de Vendas.

“Foi uma casamento de  experiências, de poder de investimento que tem tudo para dar muito certo”, diz Mauro Dias, que em 17 anos de Conisa nunca ergueu um tijolo em áreas que já receberam grandes investimentos imobiliários, como o bairro de Ponta Negra e Nova Parnamirim. “Para nós, a fusão foi extremamente positiva, pois reforça a nossa posição de   construtora junto à outra empresa com forte experiência incorporadora”, afirmou.

Para Armstrong a fusão com a Conisa tem sabor de expansão, já que além de Natal, o grupo  atua em Toronto, Singapura, Londres e Dubai. Aqui, ela desenvolve mais de três mil casas populares na região da Grande Natal, controlando mais de 70% do desenvolvimento da cidade de São Gonçalo do Amarante, onde a construção do aeroporto internacional tem produzido profundas mudanças. Além disso, Armstrong tem projetos em Blumenau, Brasília, São Paulo e Gravataí.

O empresário inglês também ostenta na parede prêmios internacionais recebidos pela Ecohouse como o “Winner Compare The Financial Markets – Best Strutured Product Brazil 2011″ (Melhor Produto Estruturado de Investimento Imobiliário Brasileiro 2011) e o “The Fast 50″, uma das 50 empresas em todo mundo de mais rápido crescimento, conferido pela A revista Nova Europa, ao lado  de      instituições como Banco Itaú, British Airways e HSBC. Apesar das raízes potiguares, a sede formal da empresa de Armstrong é Londres.

Nesta quinta, Anthony Armstrong confirmou os planos ambiciosos da fusão com a Conisa: alcançar um VGV de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos – uma cifra que não deixa muito a dever  em relação ao VGV anunciado pela Ecocil depois da fusão com  gestora inglesa de fundos de private equity Salamanca Capital Investments. Só no começo de 2012, graças a uma injeção de R$ 100 milhões feitos pelos ingleses, a Ecocil lançou um VGV de R$ 490 milhões. Já a Conisa, com a Ecohouse, tem R$ 700 milhões na      agulha em lançamentos.

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