Galvão defende Huck de comparação de vexame dos 7 a 1 a 11/9

"Quem não erra na vida? Já falei um monte de bobagem", ponderou.

Foto: Divulgação
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Entre as várias respostas que deu em longa entrevista à revista “Veja”, o narrador da Globo, Galvão Bueno, defendeu o apresentador, Luciano Huck da mancada que deu ao relacionar “11 de setembro” (atentados terroristas que causaram a morte de quase 3 mil pessoas nos EUA, em 2001) à derrota por 7 a 1 da Seleção Brasileira para a Alemanha na Copa. “Quem não erra na vida? Já falei um monte de bobagem”, ponderou.

À publicação, Galvão disse que aquele vexame futebolístico motivou reações exageradas, inclusive essa de Huck, e repetiu o que havia dito no ar ao apresentador, que são coisas diferentes, de consequências e proporções completamente distintas e que, portanto, não cabem comparação.

Para aliviar a barra do amigo Luciano Huck, minimizar a declaração infeliz que deu, o narrador relembrou um erro próprio (narração de gol errado nas eliminatórias da Copa de 1990), cuja reação dele não foi a melhor (deu desculpas em vez de assumir a gafe no ar) e, por isso levou bronca do então chefe, Armando Nogueira, falecido em 2010.

“No dia seguinte, o Armando me chamou e disse: ‘você perdeu a maior chance da sua vida de ter sido simpático com o telespectador e reconhecer o seu erro em vez de ficar dando desculpas’. À “Veja”, Galvão disse que aquilo serviu de lição para ele e que dali em diante passou a assumir seus erros e a pedir desculpas ao público.

Ainda sobre o jornalista Armando Nogueira, disse ter aprendido com ele a elogiar sem bajular, sem babar ovo, e a criticar sem recorrer à ofensa pessoal. Sobre a acusação de puxa-saquismo em relação a Neymar (ser chamado de “Neymarzete” nas redes sociais), negou a postura e garante já tê-lo criticado muito.

Ainda sobre o tema (babação excessiva), Galvão defendeu-se sobre a torcida exagerada quando narra os jogos da Seleção Brasileira, argumentando que ali também tem o “papel de animador da brincadeira” e se porta como um “vendedor de emoções que anda no fio da navalha”, lidando com os dois lados: a emoção que “vende” e a observação da realidade dos fatos. O narrador afirmou se considerar até contido na “torcida” pela Seleção em comparação a colegas de outros países.

Na entrevista, Galvão foi só elogios à atuação de Ronaldo, comentarista convidado para os jogos do Brasil, dizendo que o ex-jogador foi o primeiro da equipe de transmissões a criticar enfaticamente a Seleção. Também falou bem da colega jornalista, Patrícia Poeta, com quem dividiu os comentários no “Jornal Nacional”, e, principalmente, do âncora e editor-chefe, William Bonner, que ampliou o espaço da dupla no telejornal durante o Mundial.

Também falou sobre os pontos falhos do time de futebol do Brasil, citando o abalo emocional dos jogadores e o excesso de homenagens ao cortado por lesão, Neymar, antes do jogo contra a Alemanha. Chamou de ato “meio fúnebre” a ideia dos atletas de levarem a camisa do atacante para o campo. Também reclamou do rótulo de “time de guerreiros”, ponderando que a Seleção ganhou fama no mundo pela arte e não por um futebol de garra.

Por fim, Galvão falou sobre o que o fez mudar de opinião e desistir da aposentadoria após a Copa de 2014. Segundo ele, a vida é dinâmica e, com a mudança de gestão na Rede Globo, foram propostas “coisas novas” a ele, então pretende seguir na emissora enquanto tiver saúde e se sentir bem, em condições de realizar o trabalho.

O principal narrador da TV Globo deve narrar o Mundial de 2018, na Rússia. Antes da Copa do Mundo do Brasil, ele renovou o seu contrato por mais 5 anos. Até 2019.

Fonte: Yahoo

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