Garibaldi admite indefinição de nome do PMDB mas confirma aliança com Wilma

Ministro da Previdência diz que candidato a governador poderá ser Henrique ou Fernando Bezerra

Wilma faz aniversário e ganha presença de Garibaldi Filho e Henrique Alves em seu café da manhã, para mostrar sintonia. Foto: Claudio Abdon
Wilma faz aniversário e ganha presença de Garibaldi Filho e Henrique Alves em seu café da manhã, para mostrar sintonia. Foto: Claudio Abdon

Alex Viana

Repórter de Política

O ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB), afirmou nesta manhã, em contato com O Jornal de Hoje, que a aliança do PMDB com o PSB da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), com vistas às eleições deste ano, “está avançando”. O ministro, que participou ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, de uma missa em ação de graças esta manhã, pela passagem do aniversário da ex-governadora, disse ainda que, quanto ao candidato do PMDB a governador, este ainda está indefinido, podendo ser tanto o ex-senador Fernando Bezerra quanto o próprio Henrique.

Perguntado sobre a aliança do PMDB com o PSB, Garibaldi respondeu que “está avançando”, citando, em seguida, a participação dele e de Henrique na missa da ex-governadora. “Teve um café agora na Zona Norte, aniversário da ex-governadora. Estive com Henrique, houve benção, mas ninguém falou de política”, disse o ministro. A aliança “está avançando. Hoje mesmo estivemos nesse ato. Não foi um ato político, mas estavam lá outras lideranças, a vereadora Júlia Arruda, o presidente da Câmara, Albert Dickson”, declarou.

Segundo o ministro, o “avanço” da aliança entre o PMDB e o PSB se deve à preferência quase unânime das bases do PMDB por uma aliança com o PSB da ex-governadora, tendo a vice-prefeita como candidata ao Senado. Nas últimas semanas, o PMDB consultou as bases da legenda, ouvindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados, para saber quem deve ser o candidato do PMDB a governador, com qual partido se aliar, se PSB ou PT, e consequentemente, apoiar que candidata ao Senado, se Wilma, ou a deputada federal Fátima Bezerra (PT).

“Conforme já foi amplamente anunciado, a quase unanimidade dos prefeitos ouvidos, e depois algumas lideranças, e a própria bancada da Câmara em Natal, e os deputados, a bancada na Assembleia, que também participou, se manifestaram favoravelmente a essa aliança (com o PSB de Wilma de Faria). E isso que deu e gerou esse desdobramento (a presença na missa da ex-governadora). Mas em detalhe mesmo, sabe que isso demora”, disse o ministro, ao se referir, ao “detalhe”, à montagem da chapa.

CABEÇA DE CHAPA

Para Garibaldi, em que pese o avanço da aliança com o PSB, a candidatura ao governo ainda está indefinida. Não há uma definição pela cabeça da chapa”, afirmou Garibaldi, pontuando que, da mesma forma que a base do PMDB escolheu a aliança com o PSB e com Wilma de Faria para o Senado, também elegeu Henrique Alves como candidato preferencial do partido ao governo. Entretanto, o ministro salienta que não há definição e cita que o empresário Fernando Bezerra, ou o próprio Henrique, poderão ser o candidato do PMDB a governador.

“Há manifestação dos prefeitos, deputados, vereadores, com relação ao governo. Eles também manifestaram a sua preferência, claro, houve até ponderação de que o nome de Fernando Bezerra foi citado, dentro de uma comparação não muito favorável a ele, porque eram examinados nomes dos Alves”, disse o ministro, sem descartar a candidatura de Bezerra.

“Do mesmo jeito que Robinson e Fátima estão avançando, nós também estamos”

Embora não exclua o PT da chapa com o PMDB no Rio Grande do Norte, o ministro da Previdência, Garibaldi Filho, afirma que, do mesmo modo que avança a formação da chapa com Robinson Faria (PSD) ao governo e Fátima Bezerra (PT) ao Senado, também progride a chapa adversária, do PMDB com o PSB.

Instado a falar se descarta a presença do PT na chapa liderada pelo PMDB no Estado, Garibaldi disse que, “por ora, não, porque não foi concluído o entendimento ainda”. Entretanto, completa: “Mas do mesmo jeito que eles (PSD e PT) estão avançando, como está sendo noticiado, em função da candidatura do PSD, nós estamos, em função desses outros partidos”, declarou o ex-governador.

O ministro também ressaltou que ainda existem entendimentos sendo feitos em Brasília, o que também poderá influir na questão do PT local. “Não tem nada fechado, até porque nós ainda temos entendimento em Brasília”, salientou.

Sobre a possibilidade de deixar o Ministério da Previdência, antes do dia 5 de abril, para ficar apto a concorrer nas eleições deste ano, Garibaldi disse que não pretende pedir exoneração, a não ser que aconteça “uma coisa muito extrema”. “Não pretendo pedir (exoneração), só se chegasse e viesse uma coisa muito extrema”, declarou, sem especificar o que poderia ser.

O ministro confirmou viagem programada no período do dia 5, quando estará fora do país. No entanto, ele afirma que a possibilidade de deixar o ministério é “muito remota”. Ele disse ainda que não deixará nenhum documento de exoneração assinado, para em caso de mudar de ideia e concorrer ao governo.

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