Gel vaginal pós-sexo mostra eficácia surpreendente contra vírus HIV

Produto poderá ser opção mais prática e eficaz do que os géis já disponíveis no mercado

O gel foi testado na região vaginal de seis macacas e foi aplicado até três horas depois da exposição a um vírus de imunodeficiência similar. Foto:Divulgação
O gel foi testado na região vaginal de seis macacas e foi aplicado até três horas depois da exposição a um vírus de imunodeficiência similar. Foto:Divulgação

Um inovador gel vaginal destinado a ser aplicado após a relação sexual mostrou resultados satisfatórios na prevenção contra o vírus da Aids, em testes realizados com macacos — informaram cientistas norte-americanos nesta quarta-feira (12).

Embora os testes estejam em uma fase muito inicial, os pesquisadores esperam que o gel possa se revelar uma opção mais prática e eficaz do que os géis já disponíveis no mercado, aplicados antes da relação sexual.

O gel foi desenvolvido por cientistas dos chamados CDCs (Centros para Prevenção e Controle de Doenças) e contém o fármaco raltegravir, que reduz a quantidade de HIV na corrente sanguínea. O raltegravir é produzido pelo laboratório Merck.

Walid Heneine, coautor do trabalho, disse que o “que nós fizemos neste estudo foi identificar uma droga anti-HIV que bloqueia a integração do vírus ao DNA”.

— Esse é um pré-requisito para a infecção por HIV, e esse passo leva pelo menos seis horas após a infecção. Então, existe uma grande janela para uma atuação da droga após o sexo.

O gel foi testado na região vaginal de seis macacas e foi aplicado até três horas depois da exposição a um vírus de imunodeficiência similar, encontrado em primatas e semelhante ao HIV que afeta seres humanos.

O estudo mostrou que o gel preveniu que o vírus afetasse cinco das seis macacas, para uma taxa de 84% de eficácia, segundo relatório da revista Science Translational Medicine.

A pesquisa está em andamento para também tentar desenvolver um gel retal, segundo Heneine.

Antes de chegar ao mercado, o produto ainda deve passar por mais uma bateria de testes em animais e humanos, um processo que pode levar de cinco a dez anos.

Hoje, todos os géis microbicidas à venda são destinados a uma aplicação pós-relação sexual.

Fonte:r7

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