Geraldo faz discurso de “união”, mas não sobe em palanque com Peixoto

Em Ceará-Mirim, onde Henrique tem o apoio do lado encabeçado pelo ex-governador Geraldo Melo e dos rivais, liderados pelo atual prefeito Antônio Peixoto, o combinado político deu certo

geraldo

A união que o candidato ao governo pelo PMDB, Henrique Eduardo Alves, tem pregado nos seus discursos pelo Estado não significam, necessariamente, que todos os “lados políticos” dos municípios estão juntos no mesmo palanque, o apoiando. Na realidade, o peemedebista tem se desdobrado para evitar a rivalidade entre diferentes grupos municipais, usando o discurso que, “salvar o Rio Grande do Norte”, é mais importante. Muitas vezes, dá certo, como ocorreu em Ceará-Mirim. No entanto, em alguns momentos, como o ocorrido em Caiçara do Norte, a situação acaba “fugindo ao controle”.

Em Ceará-Mirim, onde Henrique tem o apoio do lado encabeçado pelo ex-governador Geraldo Melo e dos rivais, liderados pelo atual prefeito Antônio Peixoto, o combinado político deu certo. Tanto que a visita que Henrique fez a feira livre e ao mercado público da cidade no último sábado transcorreu sem maiores problemas e foi encerrada com um discurso positivo de Geraldo Melo.

O ex-governador afirmou que o lado dele e o lado de Peixoto eram adversários no município e não no Estado. Por isso, não haveria motivos para que houvesse qualquer impedimento em confirmar o apoio a Henrique mesmo Peixoto também o apoiando. “Não tem porque levar para a questão estadual uma disputa municipal. O prefeito é uma liderança municipal”, afirmou Geraldo Melo, acrescentando que “Peixoto continua sendo nosso adversário, mas se ele quer votar em Henrique, para mim, é uma grande notícia, porque Henrique vai ter nossos votos e os dele”.

Geraldo Melo, no entanto, descartou estar no mesmo palanque que Peixoto ou nos eventos promovidos pelo atual prefeito de apoio a Henrique. E, assim como em Ceará-Mirim, a divisão de palanque de Henrique também foi vista em outras cidades. Em Carnaubais e Alto do Rodrigues, por exemplo, Henrique precisou se dividir em dois palanques adversários, mas os discursos ocorreram sem maiores problemas. O discurso de união foi o mesmo, apesar dos palanques separados.

No entanto, em Caiçara do Norte, na última sexta-feira, a situação não foi das mais tranquilas, mas não por uma eventual inabilidade de Henrique para controlar os ânimos. Lá, o candidato a deputado federal, Abraão Lincoln (PRB), que apóia Henrique, tentou barrar Rafael Motta (PROS) e Hermano Morais (PMDB) de subir no palanque onde estava, também, o ex-prefeito da cidade, Alcides. Isso porque Rafael e Hermano são apoiados pela atual prefeita Lila, que os apóia e apóia, também, Henrique.

A situação constrangedora fez com que todos descessem do palanque e os discursos fossem feitos “no chão”. Rafael e Hermano mostraram que “vestiram a camisa” da união falada por Henrique e pregaram que as forças dos municípios tinham que se juntar para salvar o Estado. Abraão, no entanto, discursou criticando a atual gestão municipal e dando corda para elevar a rivalidade entre Alcides e Lila – mesmo os dois estando juntos por Henrique.

Henrique, obviamente, reclamou com Abraão. Afirmou que não era o momento para disputas municipais e sim pela união pelo Rio Grande do Norte. Abraão, por sua vez, não participou da agenda da “Caravana da Mudança” realizada no sábado.

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