Governo lança programa para proteger tatu-bola inspirado em Fuleco

Tatu-bola está na lista vermelha do Ministério do Meio-ambiente

Bebeto dança com Fuleco durante sorteio dos grupos da Copa-2014; mascote foi inspirado no ameaçado tatu-bola. Foto: Getty Images
Bebeto dança com Fuleco durante sorteio dos grupos da Copa-2014; mascote foi inspirado no ameaçado tatu-bola. Foto: Getty Images

Mascote da Copa do Mundo de 2014, Fuleco virou bandeira de um projeto para ajudar um dos mais ameaçados membros da fauna brasileira. Na última terça-feira, o MMA (Ministério do Meio-Ambiente) anunciou a criação de um plano para salvar o tatu-bola, animal que inspirou a criação de Fuleco, do risco de extinção.

Segundo informou o Ministério ao ESPN.com.br, o Plano Nacional de Conservação de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção ficará a cargo do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e deve estar concluído até o final deste ano.

O anúncio do MMA foi aplaudido por ambientalistas, que reclamam que pouco foi feito pela conservação do tatu-bola desde que o animal foi escolhido como mascote do Mundial. Eles também apelam à Fifa por ajuda, exigindo que parte dos lucros obtidos com produtos que tenham a imagem de Fuleco sejam revertidos para a luta contra a extinção do bicho.

“Cada vez mais brasileiros têm conhecimento sobre o tatu-bola, mas isso não resultou em mais dinheiro para tentar salvá-lo”, disse Rodrigo Castro, secretário-executivo da ONG cearense Associação Caatinga, que luta pelos tatus-bola.

“De todos os bichos de pelúcia que estão sendo vendidos, todas as camisetas com imagem do Fuleco, muito pouco desse lucro está sendo usado em defesa do animal”, completou.

O objetivo principal do “Projeto Tatu-Bola”, desenvolvido pela ONG em parceria com a TNC (The Nature Conservacy) e a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), além da manter a espécie na natureza, é apoiar ações de pesquisa e a elaboração de ações de implantação do plano nacional de conservação do animal.

“Se nada for feito pela espécie, ela corre o risco de desaparecer da natureza nos próximos 50 anos e estima-se que, na última década, 30% da população remanescente tenham desaparecido”, alerta Castro. “Este projeto é fundamental para reduzirmos o risco iminente de extinção do tatu-bola.”

Vale lembrar que o nome Fuleco é uma junção das palavras “futebol” e “ecologia”.

 

Fonte: ESPN Uol

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