Graça Queiroga revela detalhes da 10ª Edição das Feiras de Artes de Petrópolis

Evento está agendado para os próximos dias 05 e 06 de abril

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O Jornal de Hoje fez uma entrevista com a coordenadora e idealizadora das Feiras de Artes de Petrópolis, Em sua 10º edição, a Feira mantém a mesma formatação, com várias tipologias artísticas e culturais, como artesanato, artes plásticas, antiguidades, gastronomia artesanal, exposição de flores, plantas ornamentais e apresentações musicais com cantores de expressão local e regional. Com oito edições programadas para 2014, o visitante será brindado, na sessão inaugural, com o lançamento do livro “Petrópolis – guia prático, histórico e saboroso do bairro”, cujas dicas de comidas, bebidas, cultura e histórias do charmoso point de Natal é retratado pela visão do autor, o jornalista Gustavo Sobral. A seguir, Graça Queiroga fala sobre o início e a expectativa para esta edição, que acontecerá nos dias 05 e 06 de abril, na Praça das Flores, das 10h às 22h. O evento conta com a parceria do Sebrae/RN, Sesc/RN, a Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur) e a Fundação Capitania das Artes (Funcarte) e o suporte financeiro da Rádio Cidade, da Construtora Hazbun, da Sol Corretora de Câmbio, do Grupo Álvares & Álvarez Ltda, da Água Mineral Cristalina e da Quitanda do Mazinho..

 

1- Como surgiu a Feira de Artes de Petrópolis?

As Feiras de Artes de Petrópolis surgiram da concepção de um curso de Pós-Graduação na área de História da Arte. Formatamos esse curso há cerca de 2 anos e por fatores diversos não foi oferecido. Partindo dessa ideia inicial, e após alguns ajustes, esse curso de natureza acadêmica foi reestruturado como um Projeto Cultural. Após algumas reflexões, as tipologias de expressões culturais foram definidas, associadas às apresentações musicais ecléticas com cantores de expressão local e regional. Quero registrar o meu agradecimento e reconhecimento pessoal ao Jornalista e Produtor Cultural Toinho Silveira pela forma elegante e gentil de divulgar o Projeto Feira de Artes de Petrópolis, na sua fase inicial. O trabalho dele, sempre feito de forma espontânea, foi de muito valor para se lançar as bases desse projeto cultural. A escolha do local para abrigar as Feiras de Artes envolveu também uma análise criteriosa. Por reunir um conjunto de vantagens locacionais, a Praça das Flores, no bairro de Petrópolis, foi considerada o espaço público ideal para concentrar a programação cultural proposta.

2 – Quem são os expositores?

Os expositores são residentes em Natal ou cidades próximas da Área Metropolitana, como São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Extremoz, dentre outras e são selecionados de forma bem criteriosa. Os produtos a serem expostos além da qualidade devem ter valor artístico. A esse respeito cabe um registro: a Coordenação das Feiras de Artes centra esforços, no sentido de que esse processo de construção cultural seja realizado com bases sólidas, de forma criteriosa, a fim de possibilitar que os diferentes agentes culturais, independentemente da natureza do produto criativo concebido, tenham oportunidade de democratizar seus modos culturais particulares e que tenham reconhecimento pelo seu valor artístico.

Esse procedimento é justificado pelo entendimento de que as expressões artísticas de um povo – seja um vaso de barro produzido por um ceramista desconhecido, uma tela de Irahy Leite ou de Ámmer Jácome, um pano de prato artisticamente bem elaborado tem o seu valor e como tal deve ser reconhecido, devendo por conseguinte ter democratizado o seu acesso. Em outras palavras, as expressões artísticas de um povo – no caso específico de Natal, ajuda a compor a identidade artística e, consequentemente parte significativa da cultura deste Município.

3- Fale-me sobre o lançamento do livro do jornalista Gustavo Sobral.

Tudo foi por acaso. Certo dia, uma das nossas grandes expositoras, a senhora Maruska Santos, nos liga fazendo referência sobre uma pessoa amiga que estava para lançar um livro sobre Petrópolis. Feito esse link, mantive contato com o Gustavo Sobral que externou o desejo de fazer o lançamento de seu livro na próxima edição da Feira de Artes. O livro merece ser lido, traz ótimas dicas de comidas, bebidas, cultura e histórias desse charmoso point de Natal. Precisamos fechar apenas alguns detalhes operacionais.

4- Fora esse lançamento, tem mais alguma programação especial?

A meu ver, toda Edição tem uma programação especial. Por várias razões. São excelentes produtos expostos, criteriosa seleção musical, uma gastronomia regional de qualidade (o caldinho gourmet do chef Leo Tavares merece ser degustado), lindas flores e plantas ornamentais , etc…

5- Como sua avaliação sobre o artesanato local?

O artesanato local é muito rico, no sentido de ter muita variedade e excelente qualidade. Os trabalhos expostos pela senhora Salmira Torres, de Timbaúba dos Batista , da minha querida filhota Márcia, com seus crochês, as peças de decoração da grande artista Núbia, as tela do Humberto, de Conceição, dentre outras que são impossíveis de nominar afinal já temos 52 expositores cadastrados e que participam com assiduidade das nossas Feiras.

6- Qual a expectativa de público?

A média é de 800 pessoas/Edição. Lembrando que são dois dias de feiras , a partir de 2014, sempre no primeiro final de semana de cada mês. Em geral, o fluxo de pessoas aumenta no final da tarde, sobretudo por ocasião das apresentações musicais. As calçadas dos restaurantes da Praça sempre ficam lotadas de clientes.

7 – Um pouco diferente das edições anteriores, não?

As primeiras edições de 2013 foram pequenas, reunindo no máximo uns 30 expositores, de tipologias variadas. As últimas edições do ano passado foram bem mais representativas, tanto no número de expositores como de visitantes. Os atrativos disponibilizados deram bons resultados.

8 – Isso fez com que a Feira de Artes entrasse no calendário oficial de eventos da cidade?

Não. E por várias razões, sobretudo pelo fato de ocorrer apenas uma vez por mês. No meu ponto de vista, para ser oficial dentro do calendário turístico de Natal precisaria ser semanal. E na conjuntura atual, essa sistematização é inviável, seja do ponto de vista financeiro, como administrativo. É o meu pensamento atual.

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