Greve dos rodoviários é encerrada na capital potiguar, com previsão de benefícios à categoria

No início da manhã muitos passageiros ainda ficaram sem ônibus na capital potiguar devido à greve

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Alessandra Bernardo

alessabsl@gmail.com

A paralisação total da frota de ônibus urbanos de Natal foi encerrada por volta das 10h15 desta quinta-feira (26), após os empresários aceitarem se reunir com os rodoviários para discutir o abono dos dias parados e o reajuste do auxílio-alimentação, na próxima segunda-feira. Os dois pontos foram questionados pela categoria logo após a decisão do dissídio coletivo da categoria, que paralisou 100% da frota urbana desde às 5h30 de ontem, em protesto.

A primeira empresa a aceitar conversar com os funcionários foi a Nossa Senhora da Conceição, cuja frota foi liberada ainda na madrugada de hoje, seguida pela Reunidas, que teve os primeiros veículos saindo da garagem às 8h10 da manhã. Antes, os trabalhadores se reuniram em assembleia e após ouvirem a proposta da empresa, decidiu liberar os veículos para circulação. A reunião foi repetida em frente às garagens das outras cinco empresas até às 10h.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro/RN), Waldir de Brito, no início, os funcionários só queriam liberar os ônibus se os empresários os recebessem ainda hoje, mas, depois aceitaram a proposta das empresas de discutirem na próxima segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Lagoa Nova.

“Felizmente, eles aceitaram nos receber e negociar os pontos protestados, então cumprimos a nossa promessa de liberar as frotas para as ruas, para não prejudicar ainda mais a sociedade, que está desde ontem sem ônibus. Felizmente, chegamos a um entendimento, que poderia ter evitado essa situação que estamos há 15 dias, se eles tivessem aceitado negociar com a categoria sem a intervenção da justiça”, explicou.

O consultor técnico do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos e Passageiros de Natal (Seturn), Nilson Queiroga, disse que na reunião de segunda-feira serão discutidos o abono aos dias em que os trabalhadores ficaram de braços cruzados e o valor do auxílio-alimentação, que teve um reajuste de apenas R$ 10, o que significa um acréscimo de R$ 0,33 ao dia para as refeições da categoria.

“Queremos encontrar uma forma de operacionalizar a decisão judicial nesta reunião, para que o resultado seja confortável para ambos os lados. Isso mostra que em nenhum momento estávamos fechados para negociar com a categoria e que essa greve poderia ter sido evitada. Eles aceitaram voltar ao trabalho e na segunda-feira, resolvemos essa questão”, afirmou.

Paradas cheias de passageiros a espera de um ônibus e ruas lotadas de veículos. Esse foi o cenário encontrado mais uma vez pelos natalenses, no início da manhã de hoje, em toda a cidade, até que os primeiros veículos saíssem das garagens das empresas. “Vamos esperar que a greve não retorne, porque já sofremos muito sem ônibus”, disse a estudante Ângela Machado.

 

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