Grevistas do judiciário intensificam movimento e cobram negociação

Categoria, que luta por reposição salarial, está mantendo 30% dos serviços desde 21 de agosto

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Em greve há 12 dias, os servidores do judiciário federal no Rio Grande do Norte fizeram uma caminhada na manhã desta terça-feira (02) entre os prédios da Justiça Federal e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN), em Natal, em protesto contra a exclusão da proposta orçamentária do projeto salarial da categoria para o próximo ano, pelo Governo Federal. A decisão, conforme o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário no Estado (Sintrajurn), causou revolta e indignação em todos, que decidiram fortalecer o movimento grevista no Estado.

Segundo o coordenador geral do Sintrajurn, Leandro Gonçalves, a caminhada é uma das formas da categoria de demonstrar toda a sua rejeição pela medida da presidente Dilma Rousseff, que não teria sequer aceitado negociar com os servidores federais. Ele disse que a ação integra a programação elaborada para a “Semana da Indignação”, que começou ontem e deve seguir nesta quarta-feira (03) com o abraço simbólico ao prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) da Cidade Alta.

“Essa mobilização é para mostrar que não aceitamos a posição antidemocrática da presidente da República, que anunciou o corte ao judiciário no próximo ano sem sequer sentar para negociar com a categoria. Essa posição é um exemplo de que ela não respeita a categoria e diante disso, faremos atos e apagões em todo o país até a próxima sexta-feira (05), dentro da Semana da Indignação”, afirmou.

Leandro disse ainda que a paralisação está atingindo diretamente o judiciário em todo o Rio Grande do Norte e que oito varas do TRT/RN já suspenderam as sessões desde ontem. Além disso, os serviços no TRE também estão comprometidos, principalmente a fiscalização das campanhas eleitorais em todo o Rio Grande do Norte, já que serão mantidos apenas os atendimentos em casos de urgência e emergência, nas três forças que compõem o judiciário federal no Estado.

O coordenador geral do Sintrajurn lembrou que a paralisação foi iniciada pelos servidores em luta também pela inclusão do orçamento que contempla o reajuste da categoria na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O documento, que deveria ser aprovada pelo executivo até o dia 31 de agosto, foi negado por Dilma Rousseff, o que provocou indignação e revolta na categoria. “Queremos que seja concedido um reajuste salarial com base na reposição inflacionária e também a contratação de mais servidores públicos para o órgão, para melhores condições de trabalho”, disse Leandro.

Em greve desde o dia 21 de agosto passado, os servidores no Rio Grande do Norte, que foi o sexto estado do Brasil a anunciar adesão ao movimento nacional, estão mantendo apenas 30% dos serviços conforme a lei. O último reajuste da categoria, conforme o Sintrajurn, foi concedido em 2006 e desde então, ela tem sofrido defasagem em relação à inflação durante esse período.

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