Grevistas prometem paralisação nos serviços em Natal a partir desta 3ª feira

Saúde, Educação e demais categorias do Município seguem com atividades paralisadas

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Três sindicatos – Sindicato dos Servidores Municipais de Natal (Sinsenat), Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN) e Sindicato dos Servidores em Saúde do RN (Sindsaude-RN) – se reuniram em um ato unificado na manhã desta terça-feira (15) em frente à Prefeitura de Natal contra a administração municipal.

Os servidores da saúde entraram em greve a partir de hoje e se juntaram aos servidores da Educação e das demais categorias do município que já estavam com as atividades paralisadas. No final da manhã, o prefeito Carlos Eduardo se reuniu com a liderança dos sindicatos para negociar o fim da paralisação. Em função do protesto, o trânsito em frente ao Palácio Felipe Camarão ficou interditado durante boa parte da manhã.

Após a reunião, a coordenadora geral do Sindsaúde, Simone Dutra, disse que não houve avanço nas negociações com o prefeito Carlos Eduardo, pois o prefeito se mostrou irredutível em relação ao reajuste salarial, alegando a Lei de Responsabilidade Fiscal (limite prudencial) como empecilho para conceder o aumento para a categoria. “Não temos acordo com isso. Como não houve definição, a nossa greve continua. Amanhã estaremos fazendo mobilização nas unidades de saúde”, afirmou a sindicalista. Na próxima terça-feira, dia 22, representantes do Sindicato se reunirão com a secretária de Planejamento do município, Virginia Ferreira, quando ficou acordado que o Município apresentará uma contraproposta.

A greve dos servidores municipais de saúde acontece em todas as unidades básicas, as equipes da Estratégia Saúde da Família e de atendimento 24 horas, como a Maternidade das Quintas, as Unidades Mistas de Saúde de Cidade Satélite, Mãe Luiza e de Cidade da Esperança, o Hospital dos Pescadores, o Pronto Socorro Infantil Sandra Celeste e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A greve é uma resposta a decisão da Prefeitura de Natal, que propôs um reajuste de 2% nos salários dos servidores neste ano, enquanto as perdas chegam a 14,07%. A categoria reivindica 18,34% de reajuste no salário-base e reajuste nas gratificações, que estão congeladas.

Com a adesão dos servidores da saúde, Natal terá uma greve geral nos serviços públicos a partir desta terça, pois os professores, servidores municipais e agentes de saúde já encontram-se em greve. “Os servidores não estão dispostos a aceitar pagar a conta pelos milhões que são gastos na Copa e com o reajuste dos cargos comissionados”, afirma Célia Dantas, do Sindsaúde.

De acordo com a diretora do Sindicato, Andrea Alexandre, além das reivindicações econômicas, a greve na saúde exige a garantia de segurança nas unidades, que estão sendo alvos da violência urbana. Só neste ano, já foram três casos de invasões e assaltos a mão armada em unidades básicas. A mais recente foi na unidade Vale Dourado, quando uma servidora foi assaltada com uma arma na cabeça.

“A ideia é paralisar todas as unidades de saúde e nos pronto atendimento deixar funcionando apenas 30%, respeitando o efetivo de greve. Tentando corrigir a inflação, o nosso reajuste salarial seria de 18,34%, mas o prefeito só ofereceu 2% e a categoria considera essa proposta abusiva. Além disso, queremos segurança nas unidades de saúde, pois os servidores estão assaltando dentro das unidades e a Prefeitura não se compromete em resolver o problema. Queremos também o cumprimento da nossa database, que está sendo empurrada todos os anos para o ano seguinte e os acordos da greve do ano passado que não foram cumpridos”, destacou a sindicalista.

Andrea Alexandre disse ainda que os servidores exigem que a Secretaria Municipal de Saúde revogue a portaria que institui o aumento do número de plantões para os servidores que trabalham em escala de plantão. “Hoje foi uma somatória de força em prol dos servidores municipais, que reivindicam melhores condições de trabalho e questões salariais. A nossa expectativa é que a administração seja sensível as nossas reivindicações, pois eles já conhecem a nossa pauta, pois já tivemos várias conversas. Esperamos sensibilidade e respeito para com o servidor, pois caso contrário, a saúde de Natal permanece em greve por tempo indeterminado”, afirmou a diretora do Sindicato.

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