Grupo de Apoio à Criança com Câncer promove 4º Encontro de Voluntários

Objetivo maior é reafirmar o amor dos voluntários e estreitar ainda mais o vínculo tanto com a instituição como entre os quase 100 bravos colaboradores

Encontro foi realizado durante todo este sábado na sede da Amarn, em Macaíba. Foto: José Aldenir
Encontro foi realizado durante todo este sábado na sede da Amarn, em Macaíba. Foto: José Aldenir

Um dia inteiro destinado à troca de experiências, fortalecimento de laços, renovação do compromisso e gratificante trabalho em ajudar no tratamento de crianças acometidas por câncer. Esta foi a tônica do 4º Encontro de Voluntários do Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Rio Grande do Norte (GACC/RN) realizado neste sábado (15), na sede social da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte, em Macaíba.

Dentro da programação, café da manhã, palestras, apresentações culturais, dinâmicas, oficinas pedagógicas, além de sorteios, almoço e lanches. Um das principais palestras, ministradas por servidores do Tribunal de Justiça, que mantém uma parceria com o GACC, foi baseada em uma metodologia americana que enfatiza os pilares do caráter: Zelo, Respeito, Sinceridade, Responsabilidade, Senso de Justiça e Cidadania.

De acordo com Francineide Damasceno, voluntária e vice-presidente interina do GACC, o encontro tem o objetivo maior de reafirmar o amor dos voluntários e estreitar ainda mais o vínculo tanto com a instituição como entre os quase 100 bravos colaboradores de uma tão nobre causa. “Fazemos esse encontro uma vez por ano para fortalecer esses vínculos. Cada um dos voluntários se doa da forma que pode, respeitando os seus limites, mas todos realizam um trabalho muito bonito, seja ajudando a digitar notas, no bazar, na cozinha e nas feiras e congressos que temos estandes. Fazemos isso porque amamos e para mim, ser voluntário é uma religião. Costumo dizer a seguinte frase: ‘Voluntário, o seu nome é amor’”, disse em tom emocionado.

Ângela Sena, coordenadora de voluntários do GACC, atua há 12 anos na instituição e conta que é preciso ser forte para coordenar o trabalho devido a grande diversidade de perfis. “Digo que o amor é o principal pré-requisito porque é com ele que arranjamos tempo para tudo. Mas não é fácil o trabalho porque para ser voluntário temos que estar fortalecidos, pois desenvolvemos um apego com as crianças e algumas pessoas não estão preparadas. Há casos que elas já chegam com depressão, com outros problemas, mas o segredo é saber que você sabe que está fazendo a diferença na vida delas. Não tem preço conseguir tirar um sorriso de uma criança após uma sessão de quimioterapia. Quem deseja ser voluntário do GACC deve buscar dentro de si a capacidade de ajudar crianças, que são carentes de amor, e que estarão de braços abertos para lhe receber”, enfatizou.

Fátima Sales iniciou seu trabalho voluntário na instituição em 1996, quando se aposentou. “Uma amiga minha, que é assistente social, me contou sobre o trabalho no GACC e estou aqui até hoje. Tenho um sentimento de amor e de utilidade. Em 2012 tive um câncer de mama, que reincidiu em 2013, mas sabia que estava sendo testada por Deus, porque sei que minha missão é contribuir para uma missão de amor e solidariedade Antes imaginava a dor, e hoje a conheço. Sei que o câncer foi uma capacitação”.

Já Luzimar Varela se engajou no trabalho voluntariado a partir de uma experiência com o câncer dentro da família. “Cheguei aqui porque meu irmão tinha câncer. Ele não podia falar, mas pegou uma placa que tinha escrito: Seja um voluntário. Em 2002, após um ano e meio de muito sofrimento, resolvi visitar o GACC e continuo firme e forte. Peço a Deus paciência e sabedoria para poder administrar o meu tempo e continuar o meu trabalho com as crianças. O GACC é minha segunda casa e minha segunda família”.

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