Guerra ao terror – Alex Medeiros

Barack Obama vai aos poucos compreendendo que não há como enfrentar o terrorismo islâmico sem utilizar o padrão de combate…

Barack Obama vai aos poucos compreendendo que não há como enfrentar o terrorismo islâmico sem utilizar o padrão de combate do seu antecessor George W. Bush, um dos poucos líderes mundiais focados no perigo que ronda a dinâmica secular do Ocidente.

Depois da decapitação do jornalista americano pelos facínoras jihadistas, a Casa Branca vai precisar livrar-se de alguns pruridos do Partido Democrata e adotar um tom mais, digamos, israelense nas ações contra o terror. Só Israel sabe como conter o atraso.

Há muito mais de sentido de sobrevivência do que de espírito bélico na proporcionalidade que Tel Aviv utiliza para responder às agressões fundamentalistas. É preciso ir além da lei de talião e queimar olhos e dentes em número maior no inimigo.

Obama agora reconhece mais loucura político-religiosa nos terroristas do Estado Islâmico do que nos da Al Qaeda, assim como Israel já sabia que o Hamas financia o terror das brigadas “Izz el-Deen al-Qassam”, o chamado braço armado do movimento.

Desde 1972, após o massacre dos atletas judeus nas Olimpíadas de Munique, o serviço secreto e as tropas militares israelenses imprimiram um padrão impiedoso de responder aos ataques terroristas, não deixando qualquer perspectiva de uma compaixão cristã.

A proporção da resposta é a única forma de mostrar que o terror não irá repetir o que Hitler fez com os judeus. Numa exemplificação simplória, para cada ônibus que os inimigos explodirem haverá um bairro inteiro destruído no outro lado da trincheira.

Atualmente, depois que Osama bin Laden foi catar suas virgens no inferno, a figura que ocupa o culto popular dos terroristas islâmicos é Mohammed Deif, o chefe das brigadas do Hamas que desde 2011 é caçado por Israel e que virou uma lenda na Faixa de Gaza.

Aos 49 anos, nascido num campo de refugiados de Jan Yunis, no sul de Gaza, Deif é responsável direto por centenas de atentados contra judeus e já escapou de outras centenas de contra-ataques israelenses, o último essa semana no bairro Sheij Radwán.

Israel escaneou seus passos e descobriu a casa em que ele comandava os envios de bombas e foguetes contra o país. Num bombardeio maciço, a residência foi pelos ares, matando a mulher e um filho de Deif, mas ele outra vez escapou com suas seis vidas.

A conta não vem da cabala do gato, mas das vezes em que o terrorista escapou do cerco e dos mísseis israelenses. Um mito entre os palestinos, ele não tem um rosto que possa facilitar a identificação dos agentes do Mossad, suas fotos são todas bem antigas.

Os analistas europeus do conflito na Faixa de Gaza já dizem que Mohammed Deif é a principal causa de Tel Aviv e o Hamas não conseguirem dar longevidade às tréguas nos ataques mútuos. O radicalismo dele e a intolerância de Israel mantêm o fogo no céu.

Israel decidiu que não haverá outra solução no atual confronto enquanto Deif não for morto, não importando o que pensam a ONU, a Casa Branca e o resto do mundo. A ordem do dia é pulverizar, sem piedade, o chefe das brigadas “Izz el-Deen al Qassam”.

Descendente de uma família da zona de Asquelón, ao sul de Tel Aviv, expulsa pelas milícias sionistas em 1948 quando o Estado de Israel se estabeleceu, Deif é formado pela Universidade Islâmica de Gaza e iniciou militância no grupo Irmãos Muçulmanos.

Depois de duas décadas no Hamas, ocupou naturalmente o lugar de Salah Shahade, o líder das brigadas morto em 2002 por Israel. Já em setembro daquele ano, escapou de um míssil Hellfire lançado de um helicóptero Apache sobre o carro em que viajava.

Começava ali a mitificação do seu nome como homem de seis vidas, completadas no recente bombardeio que lhe tirou a mulher e o filho. Com a radicalização do conflito, resta saber se Deif terá ainda uma sétima vida de gato. Israel tem pressa de testar. (AM)

Lava jato

A manchete do Estadão de hoje comprova que no PT a função de tesoureiro tem sempre missões não republicanas. A PF ouviu testemunha de que João Vaccari Neto, o tesoureiro ligado a Lula, participava dos esquemas do doleiro preso Alberto Youssef.

 

Pouca vergonha

Além de não ver nada demais no fato de Graça Foster doar imóveis a parentes para escapar da ação de bloqueio contra dirigentes da Petrobras, Dilma Rousseff ainda coloca o advogado-geral da União, Luiz Inácio Dantas, para defender a companheira.

Pesquisas

Se a militância de esquerda desacredita as pesquisas da Consult, acusando o instituto de estreitas relações com Wilma de Faria (PSB), o avesso ocorre com o Seta Instituto, cujo dono é notório defensor da candidatura de Fátima Bezerra (PT) e de outros petistas.

Apoio

Após o encontro de Henrique Alves (PMDB) com Aécio Neves (PSDB) e a gravação do mineiro pedindo votos para o potiguar, fica livre o caminho para Dilma Rousseff gravar seu apoio a Robinson Faria (PSD), sem ter que dar explicações a Michel Temer.

Paródia

O compositor baiano Carlos Pitta ficou três anos em silêncio, enquanto a paródia da sua composição “Planeta Mambembe”, sucesso na voz de Alcymar Monteiro, tocava sem parar no interior do RN durante os eventos políticos de Robinson Faria (PSD).

Paródia II

Instado a falar do assunto só agora, vai precisar conversar com o cantor Alcymar, responsável pela popularidade da canção no Nordeste. Foi o forrozeiro cearense quem escreveu a paródia, fez os arranjos e gravou o jingle, em 2011, e presenteou Robinson.

Paródia III

A reclamação de Carlos Pitta, publicada no JH ontem, não é a primeira em campanhas no RN. Nos anos 1990, o jingleiro paulista Jorginho Abicalil e o publicitário potiguar Tertuliano Pinheiro arranharam a amizade por causa de uma ocorrência semelhante.

Paródia IV

Jorginho deu a TP um jingle que fizera para o movimento de mulheres do PMDB e que não foi utilizado na campanha de Ulysses Guimarães em 1989. Foi readaptado aqui para Ana Catarina, e quando o autor soube decidiu cobrar o uso do presente dado ao amigo.

Paródia V

Ontem, a gravadora do cantor Roberto Carlos, Sony/ATV Music, ameaçou processar o candidato e comediante Tiririca por usar uma versão do hit “O Portão” num quadro em que imita o rei. A letra diz “Eu votei de novo vou votar, Tiririca, Brasília é seu lugar”.

Pirataria

O colunista parabeniza a equipe da Delegacia Especializada em Fraudes e Defraudações pela “Operação Original”, que está apreendendo cópias grotescas de DVDs de filmes, um fato já denunciado aqui nesse espaço. Não combato as cópias, e sim a enganação.

Mansão do Batman

Sites e blogues especializados em cinema e quadrinhos estão divulgando imagens de uma grande casa que poderia ser a mansão do milionário Bruce Wayne no filme “Batman vs Superman: Dawn of Justice”. As fotos aqui em destaque são de um prédio onde as equipes de filmagens estão atuando há alguns dias. O fato gerou debates nas redes sociais, sobre como seria utilizada a casa, se no meio de Gotham City ou afastada na Caverna do Morcego.

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