Hackers clonam Flappy Bird para enganar usuários após ‘morte’ do game

Versões maliciosas do jogo ganham acesso a dados dos usuários e enviam mensagens sem autorização para números que cobram altas tarifas por minuto

Flappy Bird 780. Foto: Reprodução
Flappy Bird 780. Foto: Reprodução

Hackers estão oferecendo clones maliciosos do jogo Flappy Bird, que foi retirado do ar na segunda-feira apesar de seu grande sucesso nas lojas de aplicativos online.

Seu desenvolvedor, o vietnamita Dong Nguyen, de 29 anos, justificou que a popularidade do jogo ‘arruinou sua vida’ e que não aguentava mais o assédio da imprensa.

Tentando lucrar com a ausência do game, em que o jogador tinha que conseguir manter um pássaro no ar, hackers vêm lançando, desde o início desta semana, versões fraudulentas que conseguem acesso aos dados de usuários e resultam no aumento da conta de telefone.

Segundo a empresa de segurança Trend Micro, os clones do Flappy Bird podem ser encontrados na loja de apps do smartphone Android, da Google.

‘Todas as versões fraudulentas consistem em enviar mensagens secretas para números que cobram altas tarifas por minuto, elevando a conta do telefone’, explica um blog da Trend Micro.

A empresa alerta que os clones estão pedindo a permissão do usuários para ler e receber mensagens durante a instalação, algo que não era requisitado na versão original.

Além disso, o app falso busca informações pessoais do usuário, como número do telefone, provedor e endereço de e-mail.

Vício

Os hackers estariam tendo como principais alvos usuários na Rússia e do Vietnã.

Além dos clones maliciosos, as lojas de aplicativos online também têm sido inundadas nos últimos dias por versões de games bem semelhantes ao Flappy Bird.

Entre elas estão Clumsy Bird, Flappy Fish, Flappy Octopus, Flappy Angry Bird e Ironpants – um game que já vinha ganhando popularidade recentemente.

Em entrevista à revista Forbes, Dong Nguyen disse que o Flappy Bird foi pensado para usuários jogarem alguns minutos quando ‘estivessem relaxados’.

‘Mas virou um vício e acho que se tornou um problema. Para resolvê-lo, é melhor tirá-lo do ar. Foi-se para sempre’, disse ele.

 

Fonte: R7

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