Henrique Alves admite que errou, cometeu equívocos e foi um radical; Mas, melhorou…

Ele agora aceita o apoio de Rosalba Ciarlini e, curiosamente, diz que vetará pessoas “intolerantes ou radicais” no palanque

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Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, pré-candidato a governador pelo PMDB, afirmou momentos após participar da Convenção Estadual do PV, realizada no final de semana na Assembleia Legislativa, que eleito governador do Estado fará uma gestão para todos os norte-rio-grandenses. Por isso, durante a campanha, o peemedebista espera não discriminar ninguém na hora do voto. Nem mesmo a governadora Rosalba Ciarlini, do DEM. Isso porque, segundo Henrique, “a vertente política é outra coisa porque deixamos o seu governo, mas espero contar com o voto da cidadã Rosalba Ciarlini”.

No final de maio, antes do DEM negar apoio ao desejo de reeleição de Rosalba e confirmar a aliança com o PMDB, Henrique afirmou que não tinha interesse em receber o voto de Rosalba Ciarlini. Isso porque o projeto de governo que ele estava propondo para o RN era “totalmente diferente” do atual modelo usado pelo DEM.

“Nós nos separamos do seu governo e as razões são claras e assumidas e é praticamente impossível que o governo que nós deixamos, o governo do qual nós nos separamos, com críticas democráticas, respeitosas ao seu estilo, nós estamos com a proposta de mudar o que está aí. Seria uma atitude incoerente ter o apoio de um governo que nós estamos dizendo que ele não é o melhor para o Rio Grande do Norte”, disse Henrique em entrevista a rádio 94 FM.

Além disso, Henrique Alves informou em entrevista exclusiva a´O Jornal de Hoje que sua equipe de trabalho está elaborando um programa de governo para ser apresentado à população do Rio Grande do Norte no momento da convenção que ocorrerá no próximo dia 27 no Ginásio Nélio Dias na Zona Norte da cidade.

“Vamos apresentar um elenco de propostas para resolução dos problemas do Estado, principalmente nos setores de saúde e segurança pública”, disse ele, para em seguida criticar adversários que segundo ele, tentam radicalizar a campanha. “Quem quiser xingar, radicalizar, ser intolerante, não estará no nosso palanque”, avisou o pré-candidato do PMDB.

RECONHECIMENTO

Num determinado momento do seu discurso na convenção do PV, Henrique Eduardo disse reconhecer que o nome mais forte para disputar o Governo do Estado era o da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, mas conversaram e a ex-governadora teve o gesto de retirar seu nome da disputa pelo governo para ser candidata à senadora.

Henrique afirmou também, que durante sua vida pública cometeu erros e equívocos, foi um radical, mas melhorou e agora está formando uma ampla aliança política para trabalhar pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte. “Os que falam da nossa aliança queriam estar nela. E que culpa eu tenho dessas pessoas e partidos virem ao nosso encontro?”, questionou.

No final do seu pronunciamento, o deputado Henrique Eduardo Alves, sem citar nomes disse que “tem gente bancando o valentão, agredindo os outros, mas não vamos entrar nessa. Pelo contrário, vamos fazer uma campanha de propostas porque o povo quer ver seus problemas resolvidos”.

 

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