Henrique tenta juntar todos e isolar Robinson na disputa pelo governo

Henrique quer garantir uma eleição tranquila a governador do Estado

Tentando garantir uma eleição tranquila, Henrique tenta unir todas as correntes partidárias do RN. Foto:Divulgação
Tentando garantir uma eleição tranquila, Henrique tenta unir todas as correntes partidárias do RN. Foto:Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, poderá ser o candidato do PMDB a governador do Rio Grande do Norte nas eleições de 2014. O peemedebista trabalha para unir todas as correntes partidárias do estado em apoio ao seu nome, isolando o vice-governador e presidente do PSD, Robinson Faria, a quem Henrique gostaria de enfrentar nas urnas.

Para tanto, Henrique negocia nacionalmente com o PT a composição de uma aliança, com vistas a repetir no RN o palanque nacional. Ele também abre as portas do PMDB para uma composição com o PSB da ex-governadora Wilma de Faria, mas quer que a governadora aceite disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, por acreditar que Wilma tem o nome sujo. Henrique também mantém sob seu arco de influência partidos menores mas com poder de fogo como o PR do deputado federal João Maia. E sente-se credor de favores do PROS, do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta. Por fim, o peemedebista trabalha para que o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, negue a legenda à governadora Rosalba Ciarlini, passando a integrar o palanque proporcional do PMDB, na disputa por cargos de deputado federal e estadual.

 

PASSEIO

Henrique quer garantir uma eleição tranquila a governador do Estado e só irá para a luta efetivamente se conseguir reunir a maioria das forças políticas ao redor de seu nome. Isso porque ele teria um trauma por ter sido derrotado duas vezes quando disputou a prefeitura de Natal. Além disso, caso vá para a disputa e perca, ficará sem mandato, sob o risco de sair do protagonismo político nacional para o ostracismo político regional.

No entanto, para juntar a grande maioria em torno do seu nome, Henrique estaria enfrentando grandes dificuldades. A primeira delas diz respeito ao parceiro preferencial da aliança com o PMDB. O PT da deputada Fátima Bezerra, por força da aliança nacional com o PMDB, e o PSB, da ex-governadora, devido à pujança eleitoral, estão no foco do peemedebista.

No caso de Wilma, primeiro lugar nas pesquisas de opinião, ela tem sido provocada a ir para uma disputa majoritária, já que, de acordo com as sondagens, seu nome desponta bem, tanto para o Senado, quanto para o governo. “Wilma atira no governo, para acertar o Senado”, afirmam especialistas em política potiguar. Wilma toparia se aliar ao PMDB, inclusive emprestando seu apoio a um candidato peemedebista a governador – especialmente Henrique Alves – desde que o PMDB a apoiasse para o Senado federal.

No caso de Fátima, o PT nacional, através da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, já conversaram com Henrique e Garibaldi, comunicando o desejo de que o PMDB se coligue com o PT no RN, lançando candidato próprio a governador, e apoiando a candidatura da deputada federal Fátima ao Senado.

Este é, portanto, o primeiro grande dilema de Henrique, se quiser contar com Wilma e o PT no seu palanque de candidato a governador, terá que escolher quem será sua candidata ao Senado. Vale salientar que tanto Wilma quanto Fátima estão bem avaliadas segundo as pesquisas. E ambas estariam dispostas a, se preteridas, buscarem outro palanque.

 

Matéria completa na edição impressa d’O Jornal de Hoje

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