A hipocrisia da piedade ideológica

Na Grande São Paulo, uma quadrilha de delinqüentes tocaram fogo no corpo de uma dentista e a mataram porque a…

Na Grande São Paulo, uma quadrilha de delinqüentes tocaram fogo no corpo de uma dentista e a mataram porque a mesma só tinha na bolsa R$ 30,00.

Em Campinas, bandidos atiraram um bebê de 11 meses pela janela do carro quando fugiam da Polícia após assaltar os pais da criança.

No sertão da Bahia, um marginal encostou um revólver na barriga de uma senhora grávida, enquanto o comparsa limpava os clientes do comércio invadido.

Na zona sul do Rio de Janeiro, uma menina de 12 anos foi estuprada por quatro monstros dentro da sua casa e diante dos próprios pais.

Na periferia de São Paulo, um estudante de 21 anos foi morto a tiros porque reagiu quando ladrões decidiram roubar o seu par de tênis.

Na área suburbana do Recife, uma adolescente de 14 anos, grávida, morreu após ser atingida por uma bala perdida num tiroteio entre bandidos e policiais.

No interior do Ceará, um motorista de ambulância foi barbaramente assassinado, com facadas e tiros de revólver, quando reagiu a um assalto feito por dois meliantes.

Uma mãe e seus dois filhos foram assassinados pelo ex-marido numa cidade de Sergipe, deixando o estado chocado e sensibilizando até a cantora americana Rihanna.

Em Natal, um pai e um filho que planejavam reunir a família para uma ceia de natal foram covardemente atacados por bandidos e depois cruelmente assassinados.

Na zona norte do Rio de Janeiro, uma jovem policial foi assassinada por traficantes que invadiram uma UPP – Unidade de Polícia Pacificadora.

Em Canavieiras, Bahia, uma aposentada e deficiente física foi torturada durante quatro horas por uma dupla de delinquentes que lhes roubaram R$ 680,00.

Em Porto Alegre, uma menininha de apenas 7 anos foi espancada, estuprada e agonizou durante 5 horas dentro de um matagal até ser internada numa UTI, onde permanece.

Todos os dias, o povo brasileiro é vítima da violência cada vez mais bruta e covarde dos bandidos. Só nesses primeiros dias de 2014, mais de 250 pessoas foram assassinadas.

Não há uma só editoria de assuntos policiais em qualquer parte do Brasil que permaneça mais do que 1 hora sem ter uma ocorrência para publicar; um assalto, uma morte.

O crime está vencendo a guerra contra o Estado, o sistema de segurança pública está em visível estágio de falência, com a Polícia sem condições de trabalho e mal paga.

As imagens da violência comandam uma outra batalha, a da audiência na TV aberta, hoje decomposta moral e culturalmente com uma programação de baixarias.

Há anos que a cena urbana nas nossas cidades foi embrutecida pelas constantes imagens de balas e sangue, de covardia e ousadia dos marginais. E quem se sensibiliza?

Nesse horroroso quadro de degradação social, bastaram duas cenas registradas pela imprensa com bandidos sendo castigados, e o sentimento de piedade explodiu no coração de alguns.

Até então, o Brasil não estava vivendo um quadro de “barbárie”, como diz a capa da nova edição de VEJA. A vingança contra a bandidagem indignou jornalistas engajados e militantes de esquerda.

Estarrecidos com o caso do marginalzinho amarrado a um poste na Praia do Flamengo e do outro sendo abatido por um justiceiro motorizado, essa gente de repente descobriu que o Brasil virou uma “barbárie”.

A masturbação acadêmica de uma socióloga no programa Fantástico, explicando o fim da Civilização por causa do bandidinho no poste, quase me fez vomitar. Como fede o jornalismo podre.

É sempre assim: a piedade no país tem um viés ideológico, fruto da histórica simpatia da esquerda nacional com o crime organizado. Nosso marxismo tem um contorno meliante desde os assaltos a banco em 1968.

Não, caros senhores. O país não está barbarizado por causa de bandidos surrados e mortos, mas por deixar sua população a mercê dos que estão vivos praticando crimes. Deixem de hipocrisia e de filhadaputice, e parem de se apiedar de marginais. É revoltante assistir diariamente a violência contra o contribuinte e ver reações de piedade com malfeitores.

Um pouquinho diferente da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, eu não acho que a ação dos “justiceiros” é “compreensível”. Eu compreendo que a reação é “ACEITÁVEL” e aprovo cada vez mais o velho chavão “bandido bom é bandido morto”. (AM)

 

Hipocrisia

As duas coisas mais nojentas que apareceram domingo na mídia foram a reportagem do Fantástico, na TV Globo, pintando o delinquente como vítima, e a coluna de José de Sousa Martins, no Estadão, num texto ridículo tratando como mártir o ladrãozinho.

 

Firme na chapa

O almoço na casa do vice-governador Robinson Faria (PSD) com os líderes do PMDB, Henrique Alves e Garibaldi Filho, não serviu para alterar em nada a intenção do anfitrião de fazer dobradinha com Fátima Bezerra (PT) para o Senado.

 

Nunca mais

Emissários da grande aliança procuraram o deputado federal Fábio Faria, filho de Robinson, para oferecer a ele ou ao pai o lugar de vice na chapa do PMDB. O atual vice não quer nem por sonho (ou pesadelo) se imaginar outra vez em tal posição.

 

Consulta

Os prefeitos do PMDB que estiveram no diretório do partido no sábado, não foram consultados sobre a pré-candidatura do empresário Fernando Bezerra a governador, mas apenas sobre a composição para o Senado. Todo mundo optou por Wilma de Faria.

 

Só um

Apenas o prefeito de Caraúbas comunicou que prefere Fátima Bezerra como aliada na chapa majoritária. As consultas prosseguirão até o feriado de carnaval, quando só depois Fernando Bezerra dirá se está disposto a vestir a roupa de candidato do partido.

Apoio

As lideranças do PMDB não irão criar um constrangimento interno, principalmente para Henrique e Garibaldi que já declararam publicamente que Bezerra é o candidato a governador. E se assim for, todos assumirão a bandeira nas mãos do empresário.

 

Os primos

Ontem encontrei no Natal Shopping um velho amigo dos tempos de Diretas Já, experiente professor da UFRN. Conversando sobre o clima eleitoral, saiu-se com essa: “Acho que Henrique morre de medo de perder, e Garibaldi tem medo de ganhar”.

 

Candidato

O professor universitário Robério Paulino, que foi candidato a prefeito de Natal pelo PSOL, vai disputar a eleição para governador do RN. Há quem aposte na dobradinha com a vereadora Amanda Gurgel (PSTU) na condição de candidata à senadora.

 

Elas por elas

Caso Amanda Gurgel seja a senadora na chapa de Robério (em recente pesquisa apareceu com surpreendentes 10% no estado todo), teremos então uma disputa feminina para a única vaga, onde já se lançaram Wilma de Faria (PSB) e Fátima Bezerra (PT).

 

Beatles

Desde ontem, data dos 50 anos do primeiro show nos EUA, no canal CBS, a cidade de Nova York iniciou eventos comemorativos que prosseguirão até maio. A emissora colocou na fachada do Teatro Ed Sullivan a mesma placa de fevereiro de 1964.

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