História das copas – 1958

Quando a Suécia foi escolhida para sediar a VI Copa do Mundo da FIFA, os brasileiros pouco ou quase nada…

Quando a Suécia foi escolhida para sediar a VI Copa do Mundo da FIFA, os brasileiros pouco ou quase nada sabiam sobre o país do “sol da meia-noite”. Exceção aos filmes de Ingmar Bergman e à beleza das atrizes Greta Garbo, Anita Ekberg e Ingrid Bergman.

Foram selecionadas 12 cidades para sediar os jogos das 16 seleções classificadas, sendo apenas 4 não originárias da Europa: Argentina, Brasil, México e Paraguai. A capital sueca, Estocolmo, tinha uma população igual a que Natal tem hoje, de 800 mil almas.

Os jogos foram realizados em apenas vinte e um dias, entre 8 e 29 de junho. Aquela copa que foi a primeira de Pelé, era para o povo da Suécia o maior evento nacional desde os Jogos Olímpicos de 1912, que reuniu quase 3 mil atletas vindos de 28 nações.

A Alemanha, campeã em casa na Copa de 1954, e a Hungria, que havia maravilhado o mundo com os craques Puskas, Czibor e Kocsis, eram as favoritas ao título, e corriam por fora os anfitriões e os russos, enquanto que quase ninguém olhou para os franceses.

A estreia da seleção brasileira foi na noite fria de 8 de junho, contra a Áustria, que duas décadas antes impusera uma escola de futebol a partir do técnico Hugo Meisl e de craques imortais como Matthias Sindelar e Josef Bican, o cara com mais de mil gols.

Desde 1930 em Montevidéu, foi a melhor estreia do Brasil em copas, que soube superar a defesa viril dos austríacos aos 38 minutos do primeiro tempo com um gol do atacante Mazzola (que logo faria fama no Milan e na seleção Itália com o sobrenome Altafini).

O capitão Bellini havia alertado para não entrar no jogo bruto do adversário, no que foi bem assimilado pela equipe. E logo aos 6 minutos do segundo tempo o lateral revolucionário Nilton Santos fez 2 x 0 e Mazzola, de novo, ampliou e fechou o placar.

Três dias depois, um jogo duríssimo com a Inglaterra, a pátria mãe do futebol. O técnico Vicente Feola tirou Dida, ídolo do Flamengo, e colocou Vavá, o artilheiro rompedor do Vasco. E manteve na ponta direita o flamenguista Joel, oposto de Zagallo, do Botafogo.

Um 0 x 0 em total silêncio só quebrado pelos gritos de torcedores suecos que queriam ver o gol brasileiro nas bolas defendidas pelo grande goleiro inglês McDonald. Para o terceiro jogo, viriam as mudanças que fizeram do Brasil uma seleção imparável.

Joel deu lugar a Garrincha, Mazzola saiu para a entrada do moleque Pelé e Vavá permaneceu na posição de Dida. E aí o time venceu a forte União Soviética do goleiro Yashin. Nos primeiros minutos, Garrincha acertou o poste e Pelé meteu no travessão.

Em que pese a História destacar a entrada da dupla mais vitoriosa do futebol brasileiro, a vitória de 2 x 0 sobre os russos foi com obra, graça e raça de Vavá, que marcou o primeiro gol aos dois minutos de jogo e passou a régua com outro aos 31 do 2º tempo.

No quarto jogo, o Brasil voltou à cidade de Goteborg, onde empatara com a Inglaterra. Era 19 de junho. Uma vitória magra de 1 x 0, mas que ficou na História pelo primeiro gol de Pelé, aos 26 minutos do segundo tempo, no goleiro Kelsey, do País de Gales.

O time partiu, então, para a capital Estocolmo, onde enfrentaria a boa seleção da França, que vinha atropelando os adversários com os gols do fabuloso artilheiro Just Fontaine, até hoje insuperável na marca de 13 gols em apenas 6 jogos de uma Copa do Mundo.

Era dia de São João pelo Brasil, os fogos divididos entre o santo e a seleção, as bandeirinhas reduzidas a duas cores, verde e amarela. Na noite sueca, um gol relâmpago de Vavá com apenas um minuto e meio de jogo, e o empate de Fontaine aos oito.

Antes do juiz galês B. M. Griffiths apitar o intervalo, o maestro Didi fez 2 x 1 aos 39 minutos. E no segundo tempo, uma odisseia de Pelé – que seria chamado de rei pela mídia francesa em 1961 – com um hat-trick aos 8, aos 19 e aos 31 minutos. Goleada.

O gol do craque Piantoni aos 40 minutos sequer levantou a torcida da França, abismada como também estava o mundo com aquela seleção e seus jogadores de talento inacreditáveis. Pelé, Didi, Garrincha, Zagallo e Vavá esmagaram o favoritismo francês.

O Brasil foi para a final com os donos da casa, que tinham despachado a forte Alemanha por 3 x 1. O escrete canarinho meteu papel carbono nas chuteiras e repetiu a goleada de 5 x 2 da semifinal, conquistando pela primeira vez a Taça Jules Rimet. (AM)

Metástase

A lama da corrupção escorreu na catarata da maledicência e alagou o PT e o governo, o governo e o PT. Nunca se roubou tanto nesse país quanto agora. Lula, que não é besta, vai ignorando os velhos companheiros para salvar a imagem pútrida do partido.

Inflação

A reportagem do Bom Dia Brasil nos supermercados do Rio e São Paulo deveria ser reproduzida por suas filiadas país afora. Não há controle nos preços, a inflação real é bem diferente daquela dos índices oficiais. O carrinho de compras vai derrotar Dilma.

Riscos

A deputada Fátima Bezerra (PT) já calculou o risco triplo de uma candidatura ao Senado, enfrentando Wilma de Faria (PSB). Se for derrotada, perde três vezes: o mandato de senadora, o de deputada e o controle do partido para Fernando Mineiro.

Censura

O chefe do PT, Luiz Inácio, finalmente deixou a dissimulação de lado e assumiu publicamente, diante dos blogueiros de aluguel do partido, o desejo ideológico de controlar a imprensa brasileira. Para isso, precisa dominar as duas casas do Congresso.

Os manés

Usar drogas depois dos 40 anos, é crise de identidade sob efeito da síndrome de Peter Pan. Sair do armário após os 40, é assumir desejos reprimidos. Virar esquerdista depois dos 40, é um delírio para disfarçar a ignorância num simulacro de rebeldia intelectual.

JB exemplar

“Juiz é juiz. Político é político. Ou pelo menos deveria ser assim. Ao não entrar para a corrida presidencial, Barbosa deu exemplo numa instituição acostumada com a lógica do oportunismo”. De Rogério Gentile em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo.

Aeroportos

Os atrasos nas obras de acesso ao aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo, e as dúvidas quanto ao futuro do Augusto Severo, em Parnamirim, são destaques hoje na Folha de S. Paulo. A sede Natal ainda causa problemas a apenas 60 dias da Copa.

Fracasso

O León mostrou porque o futebol mexicano tem sido carrasco do futebol brasileiro no terceiro milênio. Deu um show de toque de bola, botou o Flamengo na roda em pleno Maracanã e saiu do Brasil como um sério candidato a conquistar a Libertadores.

Fracasso II

Nem se estivesse com o diabo no corpo o Botafogo teria vencido o time do papa, o campeão argentino San Lorenzo. Enquanto a Libertadores nunca foi coisa para time carioca, tem sido área de recreio para os clubes da Argentina e também do Uruguai.

Testemunhas

Algumas poucas centenas de caicoenses curiosos foram ver o confronto do Coríntians com o América, num jogo que rendeu 7 gols. Pior foi no Frasqueirão, em Natal, onde menos de 100 testemunhas viram a vitória do ABC sobre o Santa Cruz de Inharé.

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