História das copas – 1966

A Copa do Mundo esperou 36 anos para ser disputada no ventre do futebol, a Inglaterra. E o presidente da…

A Copa do Mundo esperou 36 anos para ser disputada no ventre do futebol, a Inglaterra. E o presidente da FIFA em 1966 era o britânico Stanley Rous, que deu o tom da festa: “Eu quero ver o futebol esperto, inteligente, diante de 400 milhões de espectadores”.

O evento foi aberto em 11 de julho pela rainha Elizabeth e com 400 músicos escoceses, irlandeses, dinamarqueses e ingleses executando o hino “God Save the Queen”. Nas ruas do país, o tom era pop com a juventude vivendo uma onda chamada beatlemania.

A seleção brasileira desembarcou favorita, tanto nas análises da imprensa mundial quanto nos prognósticos das famosas casas de apostas de Londres. O time do técnico Feola tinha vencido as duas copas anteriores, nos lances mágicos de Pelé e Garrincha.

Mas, alguma coisa estava errada no pressentimento dos brasileiros. E também num time que chegou a ter 49 convocados, onde até um jogador foi inscrito equivocadamente: chamaram Ditão, perna de pau do Flamengo, quando o técnico queria o do Corinthians.

A estréia foi contra a singela seleção da Bulgária, em vitória verde e amarela por 2 x 0 com gols de Garrincha e Pelé, sendo aquela a última vez que veríamos ambos atuando na seleção e que entrariam para a história pelo fato de jamais perderem jogando juntos.

Os búlgaros eram fracos, mas brutos, impondo um prejuízo sem tamanho para o Brasil: Pelé machucado pela caça dos zagueiros e sem condições de jogo no próximo compromisso diante da boa seleção da Hungria. E tomamos um baile por três a um.

A partida seguinte era decisiva para o destino da canarinho no torneio, contra Portugal do craque Eusébio e do maestro Coluna. Pelé voltou da contusão, mas Garrincha, meio fora de forma, deu lugar ao jovem ponta do Botafogo, Jairzinho, ainda uma promessa.

Como se não bastasse enfrentar um Eusébio em estado de graça (ele foi o grande jogador daquela Copa ao lado do inglês Bobby Charlton), o Brasil ainda teve que suportar a violência do zagueiro João Morais sobre Pelé, que saiu de campo aos berros.

O jogo foi no estádio Goodison Park, a casa do time do Everton, na cidade de Liverpool. Perto de 59 mil espectadores viram Portugal vencer por 3 x 1, com gols do ponteiro Simões e Eusébio (2). Descontou para o Brasil o lateral esquerdo Rildo.

O time anfitrião havia empatado com o Uruguai na partida de abertura por 0 x 0, decepcionando a multidão em Wembley. Mas, logo depois bateu o México e a França por 2 x 0 com Bobby Charlton no comando e o artilheiro Hunt fazendo seus gols.

A Alemanha, com o velho goleador Uwe Seller e os jovens craques Beckenbauer e Gerd Müller, estreou arrasando a Suíça por 5 x 0, vencendo a Espanha por 2 x 1 e empatando sem gols com a outra boa equipe do grupo 2, a Argentina dos ótimos Artime e Rattín.

Portugal, que tinha sobrado no grupo 3 aplicando três gols em todos os rivais, Brasil, Bulgária e Hungria, pegou a surpreendente Coreia do Norte na quarta de final. Os coreanos se classificaram metendo uma zebra na Itália e empatando com o Chile.

Foi preciso a genialidade de Eusébio para frear o susto português com os três gols da Coreia. Ele marcou quatro gols, José Augusto fez um e Portugal foi à semifinal com a Inglaterra. No duelo dos craques, dois gols de Bobby Charlton contra um de Eusébio.

Já Inglaterra chegou lá no sufoco, num jogo tenso com a Argentina, vitória de 1 x 0 e Rattín conclamando a raça latina a reagir ao jogo vigoroso britânico. Os argentinos baixaram o sarrafo, Rattín quase foi preso ao pegar na genitália olhando para a rainha.

Metódicos, categóricos e frios, os alemães passaram fácil pelo Uruguai, 4 x 0, bateram a Rússia por 2 x 1 e chegaram na final para enfrentar os donos da casa. O meia alemão Haller abriu a contagem aos 12 minutos e o artilheiro inglês Hurst empatou aos 18.

Um início de jogo que prenunciava emoções fortes. Um coringa que atuava em todas posições, Peters fez 2 x 1 para a Inglaterra aos 78 minutos, mas o zagueiro Weber empatou para a Alemanha aos 89 minutos quando Wembley todo já festejava o título.

A prorrogação seguiu dura, até que Hurst acerta uma bola no travessão do goleiro Tilkowski, que vai ao chão, quase colada na linha penal e o juiz suíço converte o gol. Indignados, os alemães perdem a concentração e tomam o quarto gol, também de Hurst.

Bobby Moore levantou a taça Jules Rimet pela primeira e única vez. Os Beatles embalaram a alegria inglesa. Foi uma copa que calou grandes craques: Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Eusébio, Müller, Rivera, Artime, Pedro Rocha, Seeler e o mundo. (AM)

Trabalha, mané

Não condeno o diretor do presídio que levou bandidos para trabalharem numa obra em sua casa. Todo preso deveria prestar serviço, de grátis, para qualquer cidadão. Por exemplo, eu queria o Zé Dirceu e o Zé Genoíno lavando meu carro aos sábados.

Candidatíssimo

O vice-governador Robinson Faria (PSD) recebeu um estímulo extra para manter a candidatura ao governo do estado. Antes de viajar para Orlando, se encontrou com Lula. O petista pegou-lhe no braço e falou: “o povo quer o novo, vá em frente com a luta”.

Estímulos

No início da noite de sábado, Robinson Faria comandou uma roda de conversa entre amigos no Midway, numa resenha pelo seu aniversário de 55 anos. Foi interpelado várias vezes por populares prestando-lhes apoio à candidatura ao governo do RN.

Rolo compressor

Todos os analistas até agora são unânimes de que a candidatura de Henrique Alves (PMDB) à sucessão de Rosalba Ciarlini (DEM) é uma máquina de triturar adversários. São dezenas de partidos, uma centena de prefeitos e uns 15 minutos de horário na TV.

Governo em ação

Outra opinião dos observadores da cena política é a de que a governadora Rosalba Ciarlini também tem uma máquina com força eleitoral: a máquina governamental a promover convênios e ações extraordinárias nas cidades. Seriam quase 30% de votos.

Petrobras

As empresas investigadas pela Polícia Federal na operação Lavajato fizeram doações milionárias para os partidos que apoiaram Lula e os que ainda apóiam Dilma Rousseff. Muita grana suja para PT, PMDB, PCdoB, PR, PP e até o PSB de Eduardo Campos.

Providência

Para ser um ministro previdente, Garibaldi Filho (PMDB) deverá explicar – quando voltar de viagem internacional – a citação do seu assessor especial, José Wilder, no esquema do doleiro Youssef, publicada na Veja na reportagem “Clube dos corruptos”.

Deprê

Fontes íntimas de um importante partido garantem que um dirigente de extrema capacidade de articulação e planejamento político já não consegue dominar a depressão. O homem teria surtado nos últimos dias e tem caído no choro por qualquer motivo.

Recuperação

Quem está quase pronto para retornar ao batente do jornalismo investigativo é o jovem repórter Dinarte Assunção, do Portal No Ar. Enfrentando uma depressão unida à morte trágica do pai, o rapaz conta com uma corrente de solidariedade dos colegas de classe.

Investigação

O livro “Assassinato de reputações – um crime de Estado”, de Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli, foi considerado um dos melhores do mundo pelo renomado International Consortium of Investigative Journalists, com sede em Washington.

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