“The History – A Tribute Show to ABBA” acontece hoje em Natal

Show interpretado por cinco paulistas fãs do grupo sueco que embalou uma geração terá temas clássicos, como “Mama Mia”, “Fernando” e “Dancing Queen”

ABBA

Conrado Carlos

Editor de Cultura

A Abbamania de meados dos anos 1970 teve origem na década anterior. O mundo vivia um período sombrio, com crise do petróleo, atentado terrorista em Munique e, principalmente para os jovens, a desilusão com a inviabilidade de todos darem as mãos e viverem em paz e amor, como pregavam artistas e teóricos da geração anterior. Por isso, na música, caminhos extremos foram propostos. Se você era raivoso, ruidoso e contestador, o punk e o hard rock surgiram como a via mais criativa. Já para os tranquilos e resignados, a disco e correlatos era a única via. Os suecos do ABBA escolheram a segunda opção, com o acréscimo da folk music e do pop rock, para encantar multidões. Foram dez anos de um estrondoso sucesso, com reverberações sem fim. Uma delas se apresenta no próximo dia 27 no Teatro Riachuelo sob a chancela de um espetáculo que promove a ponte cronológica e nostálgica.

O espetáculo “The History – A Tribute Show to ABBA” foi composto por cinco brasileiros. Com mais de 120 apresentações pelo país e vizinhos da América Latina, eles estarão em Natal às 19h30 de um domingo como tradutores de uma sonoridade que encontra amantes em todos os continentes – o primeiro grande êxito de um artista fora do eixo anglo-saxão no universo pop. “O ABBA vendia uma imagem de pureza e genuinidade que só um escandinavo poderia vender”, diz o contador aposentado Eduardo Nascimento. Aos 63 anos, ele relembra a alegria que músicas, como Mama Mia, Fernando e Dancing Queen exalavam, e como as pessoas gostavam da ideia de dois casais formarem uma banda cujos temas românticos embalaram a vida conjugal de muita gente. “São melodias muito bonitas, que transmitem serenidade e uma paixão necessária para todo casal”.

O show “The History…” foge da proposta cover unilateral. Fãs dos quarto loiros de Estocolmo, os paulistas Mari Moraes, Patrícia Andrade, Diego Sena e Jheff Saints homenageiam Benny Andersson, Anni-Frid “Frida” Lyngstad, Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog com uma pincelada na carreira com a efusividade brasileira, com algo ‘caliente’ na interpretação dos hinos de uma Era – à base de muita pesquisa, eles tentam amplificar a magia dos suecos ao observarem trejeitos, manias no palco. O repertório é baseado na trilha sonora do musical britânico “Mama Mia”, tornado longa-metragem estrelado por Meryl Streep. Outro filme que influenciou o espetáculo que o natalense poderá ver é “Priscilla, A Rainha do Deserto”, filme australiano de 1994. “Eu pretendo ir ao show, sim. Me trará ótimas recordações e agradará pelo o repertório com tanta música conhecida”.

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