‘Homem mais odiado da internet’ é solto nos EUA após pagar US$ 100 mil

Os pais de Moore poderão usar a web, mas terão de instalar ferramentas de controle parental para que o acusado não tenha acesso

Hunter Moore virou o "homem mais odiado da internet" ao praticar revenge porn; ele foi detido, mas pagou fiança e responderá em liberdade. Foto:Divulgação
Hunter Moore virou o “homem mais odiado da internet” ao praticar revenge porn; ele foi detido, mas pagou fiança e responderá em liberdade. Foto:Divulgação

Hunter Moore, 27, apelidado nos Estados Unidos como “o homem mais odiado da internet”, foi solto após pagar fiança de US$ 100 mil (cerca de R$ 242 mil) na sexta-feira (24). Ele havia sido detido na quinta-feira (23), na Califórnia, sob acusação de invadir contas de e-mails para roubar fotos íntimas – as imagens eram postadas sem autorização no site “isanyoneup”, já retirado do ar.

O acusado vai esperar em liberdade seu julgamento, marcado para março, em Los Angeles. Moore ficará na casa de seus pais, que se disseram contentes em receber o filho.

Ele não poderá acessar a internet e terá de eliminar completamente seu site, sob vigilância de autoridades. Os pais de Moore poderão usar a web, mas terão de instalar ferramentas de controle parental para que o acusado não tenha acesso. As informações são do site regional “Fox 40″.

A página não informa, no entanto, se Charles Evens também pagou fiança. Ele foi detido, pois teria recebido dinheiro de Moore para invadir as contas de e-mails dos usuários e roubar as imagens.

Vingança pornô

A vingança pornô (ou revenge porn, em inglês) consiste na divulgação não autorizada, no ambiente virtual, de conteúdo sensual. Na maioria das vezes, a vítima é fotografada ou filmada por um conhecido, que acaba publicando essas imagens em ferramentas de bate-papo (caso do Whatsapp) ou redes sociais.

Em 2012, o criador do site isanyoneup.com disse para a “BBC” que lucrava cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 48 mil) por mês com anúncios. Ele afirmou ainda que o site recebia mais de 300 mil cliques por dia. Além das imagens e nome das pessoas, Moore também publicava a cidade de residência e o endereço das redes sociais, como o  Facebook, das vítimas.

Essa postura fez com que o grupo de ativistas Anonymous se manifestasse contra as atitudes de Moore. “Vamos proteger quem está sendo vítima desse abuso da nossa internet. Vamos evitar o assédio, estupro e possíveis assassinatos como subproduto desses sites”, disse o grupo em um comunicado.

Fonte:UOL

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