Homem tenta furar bloqueio do MST, atinge pessoas e PM evita linchamento

Os manifestantes do MST não informaram o motivo do bloqueio, mas exigiram a presença de um representante do Incra

10MST

No início da manhã desta quinta-feira (10), integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) fecharam as duas vias BR 406, na altura do Km 99, em João Câmara, distante 72 km de Natal. Por volta das 8h30, um homem tentou furar o bloqueio e acabou atingindo algumas pessoas.

O episódio revoltou os integrantes do MST, que cercaram o veículo e tentaram linchar o homem, o que só foi impedido após intervenção da Polícia Militar. “O pessoal ficou revoltado mesmo. Eles cercaram o veículo, um Ford Fiesta, e começaram a atirar pedras contra o carro. A polícia entrou em ação e levou o homem para a delegacia”, informou o inspetor Cabral, da Polícia Rodoviária Federal do RN (PRF). O homem foi detido e levado para a 10ª Delegacia Regional de Polícia de João Câmara.

Ainda segundo Cabral, ninguém ficou ferido gravemente. “Foi só aquela questão de bater mesmo. O homem não estava em grande velocidade. As pessoas atingidas, inclusive uma criança, apenas tiveram ferimentos leves, mas ninguém com alguma lesão mais grave. Felizmente o policiamento estava no local e evitou uma situação pior, já que a população realmente ficou revoltada com o ato”.

Os manifestantes do MST não informaram o motivo do bloqueio, mas exigiram a presença de um representante do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), do promotor e juiz da comarca do município, além do prefeito e do secretário de saúde da cidade, o que até o fechamento desta edição ainda não tinha acontecido e por isso a BR continuava fechada. A PRF afirmou que o congestionamento gerado pelo protesto atingiu quase 2 km em ambos os sentidos e aconselhou que quem se dirige de Natal para a região oeste e salineira do Estado, e vice-versa, utilizar da BR da BR 304.

Em maio a BR 406 também foi fechada por manifestantes do Movimento Sem Terra, só que na proximidade do município de Ceará-Mirim. Na ocasião, 300 pessoas protestavam contra os recorrentes casos de violência registrados em algumas comunidades. Na época eles só liberaram as vias depois de quase 9 horas de bloqueio.

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