Homenagem a dois talentos potiguares – Marcos Aurélio de Sá

A coluna cede espaço a artigo assinado pelo advogado Ney Lopes, que homenageia a história de vida de dois empresários…

A coluna cede espaço a artigo assinado pelo advogado Ney Lopes, que homenageia a história de vida de dois empresários norte-rio-grandenses que, pela força do trabalho e da criatividade, venceram as limitações da falta de estudos e do meio cercado de pobreza em que nasceram e, superando todas as adversidades, geraram empreendimentos que hoje conduzem o Estado e o Brasil no rumo do desenvolvimento.

Ney Lopes

Advogado, jornalista e ex-deputado federal.

www.blogdoneylopes.com.br – nl@neylopes.com.br

 

Emocionou-me profundamente o evento promovido pela Consultoria “K&M Seminários”, no “Fórum Empresarial do RN”, realizado no Teatro Riachuelo, em Natal.

Na oportunidade, dois talentosos empresários potiguares – Durval Dantas e Pedro Lima – contaram para um auditório lotado as suas histórias de vida empresarial, com simplicidade e sinceridade. Dois grupos vitoriosos e exemplos que precisam ser valorizados na sua terra, o Rio Grande do Norte.

Em toda minha vida, pública ou privada, sempre valorizei e considerei bênçãos de Deus as virtudes humanas do talento e da força de vontade. Quando essas qualidades se juntam, nascem os empreendedores e vitoriosos nas várias atividades da vida.

Com Henry Ford foi assim. Demitido de vários empregos nunca se afastou do foco dos seus sonhos, que era a fabricação dos motores de combustão interna. Persistiu até alcançar a excelência na linha de montagem móvel e as técnicas de fabrico em série, que definiram os padrões do processo industrial a nível mundial.

O mesmo aconteceu com Soichiro Honda, que sem recursos, desde criança observava os motores, encantado com o barulho e segredos da máquina. Aos oito anos já construiu uma bicicleta e aos 13 já tinha uma série de pequenas invenções. Gravemente acidentado, afastou-se por mais de dois anos do seu negócio. Não desistiu e entre sucessos e fracassos chegou a “Honda Motor Company”, uma fabrica de carros, motos, geradores, motores de popa, máquinas agrícolas e muitos outros produtos. Soichiro Honda construiu os seus empreendimentos a partir do lema: “Eu vivo no presente, para construir o futuro, com a experiência do passado”.

No Rio Grande do Norte, também há exemplos tão edificantes quanto os de Henry Ford e Soichiro Honda. “O Fórum empresarial do RN” mostrou isso, através dos relatos do Sr. Durval Dantas, presidente do Conselho de Administração do grupo “Maré Mansa”, com quase cem lojas no Nordeste, e Pedro Lima, presidente da maior torrefadora de café do Brasil.

Aplaudidos de pé por uma plateia que ia desde jovens estudantes até empresários e curiosos, os senhores Durval e Pedro Lima provaram que a força, a tenacidade, a coragem e a fé constroem tudo aquilo que desejamos, qualquer que seja a atividade humana. Ambos contaram histórias verdadeiras, testemunhadas pelos conterrâneos presentes.

Durval Dantas encantou pela singeleza do seu depoimento. Não rebuscou palavras. Falou como o nordestino que veio da roça, do trabalho pesado com a enxada, e que venceu por ter acreditado na honestidade e na persistência, virtudes que lhe foram transmitidas pelos pais, humildes agricultores de Carnaúba dos Dantas. De vendedor de sandálias na zona rural conduzidas numa caixa de bicicleta, implantou uma das maiores redes de varejo do Nordeste brasileiro, em plena expansão. O grupo “Maré Mansa” cresce vertiginosamente, ano a ano. “Seu Durval” é o paizão, com os pés no chão, daqueles que trabalham em suas lojas. Muitos dos seus funcionários de vários municípios do Estado estavam no Teatro Riachuelo e torciam por ele, como se estivessem numa partida de futebol.

Pedro Alcântara Rego Lima encantou os presentes. Falou com calma, equilíbrio e sinceridade. Exaltou os valores da família unida, como forma indispensável para o sucesso empresarial. Tudo começou com o relato da genialidade (o visionário) do seu pai João Alves Lima, 92 anos, que vive com saúde na serra de São Miguel-RN, ao lado da dedicada esposa Sra. Joana Rego. Nos anos 50, o então “Café Nossa Senhora de Fátima” começava a ser produzido na aprazível serra de São Miguel. “Seu João”, montado num burro, vendia os grãos aos cerca de 30 mil habitantes locais, cidade distante 520 quilômetros de Natal. Com perfil de genialidade empresarial o “seu João” foi sócio fundador da Associação Brasileira da Indústria de Café. Passados os anos, ele resolveu transferir o negócio para os seus filhos Pedro, Paulo e Vicente. E acertou.

O café, então com a marca Santa Clara, ganhou em 2005 o prêmio da Editora Globo “Melhores do Agronegócio”. Neste mesmo ano, com ampla visão global e criatividade, o Grupo anunciou uma “joint venture” com a empresa israelense do grupo Strauss-Elite. O café passou a chamar-se “Três Corações” e um dos primeiros sucessos foi assumir a liderança do mercado paulista. Hoje é a primeira indústria de café do Brasil, que exporta para mais de 30 países.

A revista “Exame” denominou o grupo genuinamente potiguar “Três Corações”, dos “barões do café do século XXI”, assemelhando aos quatrocentões paulistas, descendentes dos bandeirantes, que sentaram poderosas raízes econômicas e sociais na produção e comercialização cafeeira no país.

Post scriptum – Uma saudável lembrança do autor desse artigo é ter conhecido, nos anos setenta, o trabalho árduo do Sr. João Alves de Lima, trabalhando em São Miguel no “Café Nossa Senhora de Fátima”. Ele e família foram à época meus eleitores, como candidato a deputado federal, seguindo a liderança imorredoura e digna de José Torquato, que era o prefeito do município. Muito me honra essa confiança de um dos homens mais talentosos, corretos e empreendedores que já conheci. Que Deus lhe dê muitos anos de vida!

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Agentes de viagens do RN fazem 1ª. visita oficial ao Aeroporto Aluízio Alves

- A Abav/RN (seção potiguar da Associação Brasileira dos Agentes de Viagens), com apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/RN), levará amanhã os seus filiados para uma visita de avaliação às instalações do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, localizado no município de São Gonçalo do Amarante, o qual substituirá – a partir das 8:30 horas deste sábado – o Aeroporto Augusto Severo no atendimento ao tráfego aéreo comercial de toda a região metropolitana de Natal.

- Segundo a empresária Diassis Rosado, presidente da Abav-RN e diretora da Harabello Turismo, os agentes de viagens irão, muitos deles pela primeira vez, conhecer a realidade em que se encontra o novo Aeroporto: suas vias de acesso; as obras ainda em fase conclusiva do terminal de passageiros; as condições operacionais que ainda serão testadas; o tempo que os usuários gastarão para se locomover entre Natal e o aeroporto; o custo da corrida de táxi; o sistema de estacionamento de automóveis; enfim, todas as informações necessárias para que possam, de agora em diante, orientar os viajantes atendidos pelas agências.

Hoteleiros de Mossoró vêm a Natal fazer divulgação do ”Mossoró Cidade Junina”

- Nesta quarta-feira, a partir das 8:00 horas, no Restaurante Mangai, um grupo mossoroense de hoteleiros e proprietários de restaurantes mobilizado pelas gerências dos hotéis “Garbos Mossoró” e “Garbos Soleil Natal”, promoverá um workshop para divulgar o evento “Mossoró Cidade Junina”, maior festa de São João do RN, que se estenderá por todo o mês de junho.

- A ação será uma repetição de outra acontecida semana passada em Fortaleza, que também teve por objetivo divulgar junto aos cearenses a cidade de Mossoró como destino turístico no período da Copa do Mundo e do aperíodo junino.

- Para o workshop do Mangai foram convidadas todas as agências de turismo da grande Natal, dirigentes das entidades de classe do Turismo, autoridades da área, além da imprensa especializada.

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