Homicidas, traficantes e assaltantes são decapitados na Arábia Saudita

As três decapitações elevam para 41 o número de execuções na Arábia Saudita desde o início do ano, de acordo com uma contagem da agência noticiosa francesa AFP

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As execuções de Nawaf al-Matiri, Naji Al Motlaq e Moussa Dhafiri realizaram-se em Medina (oeste), Najrane (sudoeste) e Jazane (sudoeste), respetivamente.

As três decapitações elevam para 41 o número de execuções na Arábia Saudita desde o início do ano, de acordo com uma contagem da agência noticiosa francesa AFP.

A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou o aumento do número de execuções no reino, sublinhando que 19 pessoas – oito das quais condenadas por delitos não violentos, como tráfico de droga e bruxaria – foram executadas entre 04 e 20 deste mês.

Em 2013, ainda segindo a AFP, 78 pessoas de diferentes nacionalidades foram executadas na Arábia Saudita.

Os crimes de violação, homicídio, apostasia, roubo à mão armada e tráfico de droga incorrem na pena de morte na Arábia Saudita, país ultraconservador que aplica com rigor a lei islâmica (‘sharia’).

A justiça saudita condenou, até 20 anos de prisão, 18 pessoas, em dois processos diferentes por planeamento de atos ou projetos terroristas, noticiou a imprensa local.

Os 12 elementos – seis sauditas, cinco iemenitas e um palestiniano – de um primeiro grupo foram condenados na terça-feira a penas de 18 meses e 20 anos de cadeia por planeamento de ataques contra consulados estrangeiros no reino, desobediência às autoridades, apoio a combatentes islâmicos no estrangeiro, financiamento de grupos terroristas e detenção de armas.

O mesmo tribunal, especializado em casos de terrorismo, condenou a penas de três e 20 anos de prisão cinco sauditas e um cidadão de Omã, julgados num outro processo por planeamento de homicídio de oficiais da polícia saudita e criação de um campo de treino no Sudão.

Os tribunais especializados em casos de terrorismo começaram a julgar, em 2011, dezenas de sauditas e estrangeiros acusados de pertencerem à Al-Qaida ou implicados na vaga de atentados perpetrados pela rede islamita na Arábia Saudita, entre 2003 e 2006.

O rei Abdallah da Arábia Saudita publicou, em março, um decreto que prevê até 20 anos de prisão para os casos de participação em combates no estrangeiro e adesão a grupos terroristas, quando centenas de jovens sauditas integraram as fileiras ‘jihadistas’ na guerra na Síria contra o regime de Bashar al-Assad.

 

 

 

Fonte: Diário Digital com Lusa

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