Hospital Deoclécio Marques retoma cirurgias eletivas ortopédicas nesta 2ª feira

Casos de alta complexidade serão transferidos para o Hospital Walfredo Gurgel

Desde a noite da sexta-feira, o Deoclécio  Marques não recebe casos de ortopedia. Foto: Wellington Rocha
Desde a noite da sexta-feira, o Deoclécio
Marques não recebe casos de ortopedia. Foto: Wellington Rocha

Desde a noite desta sexta-feira (17) não estão sendo realizados atendimentos ortopédicos no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim. Na última quinta-feira (16), a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou medidas emergenciais para evitar o comprometimento no atendimento da área, já que os ortopedistas do Hospital Walfredo Gurgel se recusaram a dar continuidade à escala porque pleiteiam o aumento do valor do plantão de 12 horas, de R$ 1,9 mil para R$ 2,4 mil.

Uma das mudanças foi a transferência dos ortopedistas que integram a Cooperativa Médica (Coopmed) do Deoclécio Marques para o Walfredo Gurgel, como forma de concentrar os atendimento de casos de alta complexidade. Para isso, quatro ortopedistas nos turnos matutino e vespertino e três no turno noturno estão atuando no Walfredo, de segunda a sexta. Aos sábados e domingos, a cada plantão, três profissionais estarão escalados.

Ontem, no primeiro plantão dos ortopedistas cooperados, o movimento foi considerado tranquilo no Walfredo Gurgel. Já no Deoclécio Maques, desde a sexta à noite, não foram realizados atendimentos ortopédicos. De acordo com Elizabeth Carrasco, diretora geral do Hospital Deoclécio Marques, os pacientes que estão internados no Hospital estão sendo evoluídos e nesta última sexta-feira (17) funcionou normalmente a transferência de pacientes para a realização de cirurgias nos Hospital Memorial e Médico Cirúrgico. “A partir da próxima segunda-feira (20) teremos dois ortopedistas para a realização de cirurgias eletivas, dando suporte ao Walfredo Gurgel. A média de cirurgias eletivas é de oito por dia. Acredito que desta forma, estes pacientes não terão muito tempo de espera”.

Mas entre os pacientes da ortopedia, o clima não era de tranquilidade. O cozinheiro Queiroz Dantas, que há 26 dias espera por cirurgias na perna e no braço, fraturados após um acidente de moto, lamenta o que chama de descaso com a saúde pública. “Agora só espero em Deus. Já remarcaram quatro vezes as minhas cirurgias e fiquei em jejum deste às dez da noite até as seis da manhã. No começo alegaram que surgiram emergências, mas agora não falaram nada. Estou com medo porque disseram que não estão mais realizando cirurgias aqui, pois os ortopedistas foram para o Walfredo e que só vai normalizar no dia primeiro de fevereiro. Até lá, como vamos ficar?”, questionou.

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