Hotel de argentinos tem prostitutas, apagão e “lobo vermelho” suspeito

No hotel repleto por barras bravas, muitos deles procurados pela PF Brasileira, um homem fantasiado abre especulações

Foto: Divulgação
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Noite de sábado em Brasília e os argentinos querem festejar a Copa do Mundo.

No lobby de um dos hotéis do Setor Sul da capital, a única mulher entre aproximadamente 30 homens chama a atenção. Shorts, salto alto e com meia calça provocante, ela caminha ao lado de um homem bem trajado e ao telefone. Após algumas ligações, a morena com cerca de 25 anos se dirige ao elevador. O colega dela vai embora.

Na noite seguinte à volta da Argentina para a semifinal da Copa do Mundo, ela é uma das cinco prostitutas que passaram pelo mesmo hotel no intervalo de apenas duas horas. Em fim de semana atípico, o quatro estrelas que cobra R$ 500 por uma diária foi um dos invadidos por torcedores argentinos na capital federal. É ali que eles iniciam sua festa.

Na portaria, um rapaz jovem controla – ou tenta controlar – todas as pessoas que acessam o hotel. Ele para as moças e anota os quartos dos clientes que também terão que pagar uma taxa extra pela visita. Os funcionários só não conseguem identificar quem é um homem argentino vestido de lobo vermelho que surge de forma repentina quase à meia noite.

Em rápida aparição, ele atrai todos que estão ao redor e posa de modo simpático para uma série de fotografias. No hotel repleto por torcedores barras bravas, e muitos deles procurados pela Polícia Federal Brasileira, a presença de um homem fantasiado logo abre especulações. Questionado sobre sua fantasia, ele apenas despistou com sotaque argentino.

Aos poucos, a madrugada de domingo invade, e o movimento do hotel diminui com os estrangeiros em atacado a caminho das demais opções noturnas de Brasília. É o fim de um dia que começou e terminou tumultuado. Na manhã anterior a Argentina x Bélgica, toda a energia elétrica se interrompeu durante o café e causou apagão geral de aproximadamente 40 minutos.

Enquanto isso, os hóspedes argentinos em sua grande maioria se aproveitavam do farto desjejum oferecido, mas que rapidamente evaporou. Às 9h da manhã, pães, sucos, cafés e outros acompanhamentos tinham sido devorados pelos torcedores. Segundo um funcionário, foram 319 pessoas relacionadas para o café da manhã, mais alguns invasores não identificados.

Na Copa do Brasil, os argentinos têm fome.

Fonte: Terra

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